🇧🇷 Brazil Episodes

1676 episodes from Brazil

Escolas fechadas, desastre social

From O Assunto

No Brasil, as aulas presenciais desapareceram na altura do registro da primeira morte no país pelo novo coronavírus e da declaração de pandemia pela OMS, nove longos meses atrás. Desde então, atividades menos essenciais e mais propensas à aglomeração foram retomadas, mas o ensino segue quase todo remoto - e apenas para quem pode. Quando deveria ser o contrário, diz Priscila Cruz, co-fundadora e presidente do movimento Todos pela Educação: “A escola tem que ser a última a fechar e a primeira a reabrir". Como acontece em muitos países do hemisfério Norte que, mesmo convivendo com medidas rigorosas para contenção da segunda onda, optaram por manter em sala de aula especialmente os alunos mais novos, menos equipados para aprender à distância. Em conversa com Renata Lo Prete, Priscila reconhece que carências básicas da nossa rede pública tornam mais difícil a reabertura com a pandemia ainda em curso, mas afirma que é preciso atacá-las com providências emergenciais e elegendo prioridades: “Garantir primeiro o retorno daqueles que mais precisam. Alunos em situação de vulnerabilidade, de fome, que não têm acessibilidade nem conectividade nenhuma”. Ela compara o estrago a consertar ao de um pós-guerra. No momento em que a rede paulista, de longe a maior do país, anuncia o retorno das aulas presenciais para fevereiro, convém ouvir o que a ciência diz sobre a transmissão do vírus por crianças e o contágio em ambiente escolar. Segundo o médico Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, também entrevistado neste episódio, as respostas são animadoras. Crianças não só adoecem como contaminam pouco. E na escola o contágio não é maior do que em outros lugares. “É injusto colocar na conta da atividade escolar um peso que ela não tem".

Covid em crianças: alta nas internações

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A grande maioria das crianças é assintomática ou desenvolve quadros leves da Covid-19. Algumas poucas precisam de hospitalização e, no geral, mesmo essas se recuperam de forma rápida. De março a outubro, mais de 6.300 pacientes com menos de 10 anos foram hospitalizados no Brasil apresentando quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave decorrente do novo coronavírus. O dado, de levantamento inédito da consultoria em saúde Vital Strategies, representa menos de 1% do total de internações da pandemia, mas desperta um alerta por revelar uma curva ascendente. Uma dessas crianças é Rodrigo, que completa 7 anos neste sábado. "Menino raiz, joga bola, nada, anda de bicicleta, brinca na rua. Não tinha ideia do que era uma internação", descreve o pai, Rodrigo Bernardes, em entrevista a Renata Lo Prete. Rodrigo pai tinha acabado de atravessar mais de dez dias de UTI com Covid quando o menino começou a apresentar sintomas como cansaço, pescoço rígido e fortes dores abdominais. De início, ninguém associou à doença. O quadro piorou bastante até vir o diagnóstico da rara Síndrome Inflamatória Multissistêmica, que ataca uma pequena parcela de crianças que tiveram Covid, muitas vezes de forma completamente assintomática. “A palavra é troca de valores”, diz o pai sobre sobre ver o filho na UTI tão pouco tempo depois de estar na mesma situação. “Não sei de onde tirei força. Se fosse necessário dar a minha vida pela dele, sem dúvida eu teria dado". Participa também do episódio a médica Daniela Carla de Souza, que trabalha nas UTIs pediátricas do Sírio Libanês e do Hospital Universitário da USP. Ela indica em que as famílias precisam prestar atenção e qual é a senha para procurar um médico. "Febre acima de 38 graus, que não cede com antitérmicos, e criança prostrada".

Contagem regressiva para o fim do auxílio

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Criado em abril para socorrer os brasileiros das limitações de circulação e da escassez de trabalho na pandemia, o pagamento emergencial - primeiro de R$ 600, e a partir de setembro de R$ 300 - beneficiou diretamente 68 milhões de pessoas, amortecendo a queda livre da atividade. Para dimensionar o impacto do programa que deixa de existir no próximo 31 de dezembro, o economista Pedro Fernando Nery, um dos convidados deste episódio, faz a seguinte comparação: “o auxílio emergencial transferiu, em nove meses, o mesmo volume de recursos que o Bolsa Família transferiu em dez anos”. Ele teme que o fim dos pagamentos, num contexto econômico ainda muito deprimido e com desemprego elevado, reverta automaticamente a redução de quase 24% da pobreza que o auxílio conseguiu. E, mesmo reconhecendo as restrições fiscais, defende algum tipo de “pouso suave” que prorrogue o benefício, ainda que em valor menor. Participa também o jornalista Valdo Cruz, que relembra como o auxílio nasceu e ganhou sobrevida e as idas e vindas do governo na malsucedida tentativa de criar um novo programa social permanente. Que primeiro ia se chamar Renda Brasil, depois Renda Cidadã e no final, diz Valdo, “vamos entrar em 2021 sem renda nenhuma".

As encrencas dos filhos de Bolsonaro

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01, 02, 03, 04. Respectivamente, Flávio, Carlos, Eduardo e Jair Renan. Todos protagonizaram histórias nebulosas no entorno do governo do pai. A mais explosiva até aqui é a da rachadinha, que tem no centro 01 e acaba de ganhar novo capítulo com a revelação de relatórios que a Agência Brasileira de Inteligência teria produzido para municiar a defesa do senador. Guilherme Amado, jornalista da revista Época que noticiou em primeira mão tanto os relatórios quanto, meses antes, uma reunião no Palácio do Planalto da qual participaram o próprio presidente, o ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), o delegado Alexandre Ramagem (Abin) e duas advogadas de Flávio, é um dos convidados deste episódio. Diante dos esclarecimentos pedidos pela ministra do Supremo Carmen Lúcia e pelo procurador-geral da República, Amado diz: “Tem uma pessoa que resolve todas as dúvidas se falar. Chama-se Flávio Bolsonaro. É só ele dizer de quem recebeu [os relatórios]". 01 ainda não disse nada. Participa também Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional. Ele tipifica condutas que podem ser associadas ao caso, a depender do que concluir a investigação. De improbidade administrativa e prevaricação até crime de responsabilidade, caso fique caracterizado envolvimento de Bolsonaro em uso de órgãos de Estado em benefício do filho. “É algo que ameaça muito mais do que a luta contra a corrupção. Ameaça o Estado democrático de direito."

Vacina: como salvar o plano brasileiro

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Os EUA começaram a imunizar sua população contra o novo coronavírus nesta segunda-feira, mesmo dia em que o país ultrapassou a marca de 300 mil óbitos. No Brasil, segundo no ranking de óbitos na pandemia, o Ministério da Saúde finalmente entregou um plano ao Supremo - ainda repleto de incógnitas. Em entrevista a Renata Lo Prete neste episódio, Gonzalo Vecina, fundador da Anvisa, ex-secretário nacional de Vigilância Sanitária e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, critica o escopo limitado da proposta, a aposta num único imunizante e o “genocídio" que se desenha com a exclusão de presidiários do grupo prioritário para receber as doses. Para Vecina, os militares que ocuparam o Ministério da Saúde podem entender de logística armada, mas de logística de vacina não entendem nada e deveriam ter a humildade de chamar de volta os técnicos que foram escanteados no governo Bolsonaro. Participa também Cristiana Toscano, infectologista e epidemiologista que integra o Grupo de Trabalhos em Vacinas para a Covid-19 da OMS. Ela explica por que poucos países terão vacinação em massa no curto ou médio prazo e analisa os critérios para priorizar grupos e reduzir os impactos da doença. Cristiana considera “bem razoável" o prazo de dez dias que agora a Anvisa estipula para analisar pedidos de registro.

Covid à solta nas baladas da pandemia

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Alheias ao avanço do contágio em boa parte do país, muitas pessoas - sobretudo jovens - estão desafiando as limitações impostas ao funcionamento de bares e outros estabelecimentos, além de se aglomerar em festas clandestinas. “Mano, tá rolando normal” e “eu não consigo ficar em casa” foram algumas das impressões que O Assunto ouviu conversando com frequentadores da noite na região central de São Paulo. Já a repórter Isabela Leite, da GloboNews, conta a Renata Lo Prete como as festas são organizadas, nos bairros ricos e nas periferias das grandes cidades, abaixo do radar da fiscalização e com grande facilidade. São eventos que chegam a reunir mil pessoas, amontoadas e sem máscara. Cientes do quanto as festas do verão no hemisfério norte contribuíram para o agravamento do quadro na Europa e nos Estados Unidos, especialistas se preocupam particularmente com o risco representado por comemorações de Ano Novo. Participa também do episódio o estatístico e doutor em psicologia Altay de Souza, pesquisador da Unifesp e apresentador do podcast de divulgação científica Naruhodo. Ele diz que a questão do autocontrole (ou falta de) ajuda a explicar o comportamento de quem coloca a si e ao próximo em perigo. “Os jovens são menos aptos a pensar no futuro longínquo do que no prazer imediato”, afirma. “Para eles, é mais difícil associar ação com resultado”. Ele analisa o estímulo das redes sociais e sugere práticas, individuais e coletivas, que podem ajudar na conscientização.

Vacina no Reino Unido: lições a aprender

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Enquanto o Ministério da Saúde demora em fazer o necessário e confunde o público com informações desencontradas, longe daqui alguns brasileiros já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. É o caso de Kerlane Jackman, de 41 anos, que vive há oito no Reino Unido e conquistou lugar na fase inicial de imunização por trabalhar como cuidadora de idosos num asilo do sistema público de saúde, o NHS. “Foi um alívio inexplicável”, diz. Na entrevista a Renata Lo Prete, Kerlane conta como se inspirou na mãe, agente de saúde em Manaus, ao escolher a profissão. Relata os anos de estudo até ser admitida no NHS - que nos anos 80 serviu de modelo para a criação do nossos SUS. E as dificuldades para atender a faixa etária mais vulnerável ao novo coronavírus. “Nessa hora, é só o amor mesmo. A gente faz pelo amor de ajudar as pessoas”. Participa também do episódio Rodrigo Carvalho, correspondente da Globo em Londres. Rodrigo explica como o governo britânico conseguiu aprovar a vacina Pfizer-BioNTech e iniciar sua aplicação em menos de uma semana - inaugurando a imunização em países do Ocidente. Fala do papel estratégico da comunicação governamental permanente e uniformizada das informações sobre a pandemia. E destaca também o que as autoridades têm evitado por lá: divulgar cronogramas de vacinação impossíveis de cumprir.

A queda do ministro do laranjal

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Marcelo Álvaro Antônio carrega há mais de ano uma denúncia do Ministério Público pelo protagonismo no esquema de candidaturas de laranjas do PSL em Minas Gerais. Ainda assim, o presidente da República não viu problema em mantê-lo à frente da pasta do Turismo, até que vieram a público, nesta quarta-feira, desabafos dele contra o colega Luiz Eduardo Ramos, coordenador político do governo, num grupo de WhatsApp do primeiro escalão federal. Marcelo qualificou o general da reserva de “traíra”, e o acusou de pagar um preço “nunca antes visto na história” em troca de apoio no Congresso. Essa demissão “pode parecer uma defesa de Ramos”, diz a comentarista da GloboNews Natuza Nery em conversa com Renata Lo Prete. “Mas é a defesa do próprio governo à exposição das vísceras do governo”. Neste episódio, as duas explicam a relação entre a mudança no Turismo e o objetivo maior de Jair Bolsonaro daqui até o início de fevereiro: emplacar o deputado Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara. Nesse contexto, a substituição do demitido por Gilson Machado, atual presidente da Embratur, pode ter prazo de validade. Esse e outros cargos estão na roda para uma eventual reforma ministerial, antes ou logo depois da eleição das Mesas do Congresso.

O Rio das crianças mortas a bala

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Anna Carolina, João Vitor, Luiz Antônio, João Pedro, Douglas Enzo, Kauã Vitor, Rayane, Ítalo Augusto, Maria Alice, Leônidas Augusto. A eles se juntaram, no fim de semana passado, Emilly Victoria e Rebecca Beatriz. Crianças entre 4 e 14 anos, todas negras, que perderam a vida este ano no Estado do Rio de Janeiro. “Balas perdidas que encontram sempre os mesmos corpos”, escreveu a jornalista Flávia Oliveira, da GloboNews e da CBN, uma das entrevistadas deste episódio. Ela resgata histórias de famílias devastadas pela perda de suas crianças - e aponta o racismo como um elemento constitutivo dessa tragédia. O outro é a falta de consequência - dos 12 casos ocorridos desde o início do ano, em apenas um se chegou à autoria do crime. Participa também o sociólogo Daniel Hirata, professor da Universidade Federal Fluminense e pesquisador do Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos. Ele explica por que as operações policiais nas comunidades - em tese suspensas durante a pandemia, por decisão do Supremo - estão no centro do problema. E lança um alerta: “A violência que vem dos grupos armados não pode espelhar a atuação das polícias”.

Maia e Alcolumbre: como fica a sucessão

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Depois de três dias de votação via plenário eletrônico, o STF surpreendeu boa parte dos analistas e vetou a possibilidade de recondução dos atuais presidentes da Câmara e do Senado. A maioria do tribunal divergiu do relator da matéria, ministro Gilmar Mendes. E agora? Para entender o significado da decisão do tribunal e explorar suas consequências, Renata Lo Prete recebe neste episódio a jornalista Maria Cristina Fernandes, colunista do Valor Econômico. Ela começa por explicar o desconforto de vários ministros com a interpretação heterodoxa que se pretendia dar ao artigo 57. “Pode valer tudo contra o presidente Jair Bolsonaro, menos afrontar a Constituição de forma tão aberta”, diz. E sugere que pesou também a repercussão negativa que a perspectiva da manobra gerou. Maria Cristina avalia que, com os atuais titulares fora do jogo, a sucessão nas duas Casas do Congresso “embaralhou bastante” e será jogada até o último instante (a eleição, interna, é no início de fevereiro). Ainda assim, ela examina os principais nomes colocados. “O governo precisa fazer o presidente, principalmente na Câmara”, afirma. Dois motivos principais: as pautas econômicas pós-pandemia e os mais de 50 pedidos de impeachment que dormem nos escaninhos da Casa.

Epidemia eterna na terra yanomami

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Em três meses, o números de casos de Covid-19 deu um salto de 250% na maior reserva indígena do Brasil, que se estende pelos Estados do Amazonas e de Roraima, onde vivem cerca de 27 mil índios das etnia Yanomami e Ye'kwana. Lá o novo coronavírus, combinado à ressurgência da malária, deixa um rastro de mortes bem conhecido do povo, que ao longo de décadas foi dizimado por gripe, sarampo e outras doenças trazidas pelo homem branco. Em especial pelos garimpeiros -na estimativa dos yanomamis, eles são hoje cerca de 20 mil, praticando atividade ilegal no território e contaminando sua população com o novo coronavírus. “O garimpo pra gente é uma doença, que mata a pessoa, que mata o ambiente, que mata os rios”, diz em entrevista a Renata Lo Prete Dario Kopenawa, filho de Davi e vice-presidente da Associação Hutukara, que representa os yanomamis. Dario estabelece a relação entre os períodos de avanço do garimpo e a sucessão de epidemias que foram ceifando a etnia. Ele também explica o trabalho dos xamãs, dos “médicos da floresta”, e do autocuidado para compensar a progressiva omissão do poder público. E relata em detalhes o encontro que teve em julho com o vice-presidente Hamilton Mourão para formalmente dar ciência dos crimes que estão ocorrendo na reserva. Desde então, nada aconteceu para interromper esse processo. Dario fala ainda da destruição da Amazônia: “Se vocês não pararem de desmatar, a Terra vai ser muito brava com vocês”.

ESPECIAL ELEIÇÕES: Efeitos das novas regras nas urnas

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Nestas eleições municipais começou a valer a proibição de coligações em cargos proporcionais – neste ano, vereadores. O efeito já foi sentido em 2020, com a redução no número de partidos que elegeram vereadores, especialmente em cidades menores. Mas agora o próximo ponto a observar é 2022, ano em que a nova regra será aplicada à escolha de deputados federais e estaduais. E quando partidos terão uma cláusula de desempenho mais rigorosa a cumprir. Quais siglas estão ameaçadas de extinção? Estamos prestes a ver uma temporada de fusão de partidos? Na Câmara dos Deputados, já há um movimento para derrubar a regra. Qual a chance de este movimento prosperar e o que significaria se isso acontecesse? No décimo episódio da série de O Assunto sobre as eleições municipais de 2020, Renata Lo Prete recebe Silvana Krause e Jairo Nicolau para discutir estas e outras questões. Silvana é professora do programa de pós-graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Jairo é pesquisador do CPDOC da FGV e especialista em sistemas eleitorais. Juntos, eles analisam os resultados das mudanças. Silvana fala sobre como há um movimento para tentar reverter as regras e como políticos "vão se adaptar e criar alternativas, como a migração". Jairo analisa como o PSD se tornou o grande polo de atração de deputados, e como as siglas se mexem para diminuir a fragmentação: "ter mais partidos significa dividir o pouco tempo de televisão, o fundo eleitoral e o fundo partidário". Este é o último dos dez episódios da série, todos lançados aos sábados.

Rio de novo em colapso pela Covid

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Falta de leitos e UTIs lotadas: a realidade da pandemia se agrava no Estado, e os números mostram alta na média móvel de novos casos. Depois de um breve respiro, com alívio em setembro e outubro, a segunda onda deixa mais de 80% dos leitos de UTIs ocupados; na capital, a taxa já supera os 91% na rede SUS, e está em quase 100% na particular. E o Comitê Científico da prefeitura da capital recomenda: as medidas de isolamento social devem ser endurecidas. Para tratar da situação, neste episódio Renata Lo Prete conversa com a neurologista Carolina Lucas, médica que atende em 4 hospitais no Rio e na região metropolitana, e com Victor Ferreira, repórter da TV Globo. Victor faz a cronologia que relaciona o abandono das regras de distanciamento com o aumento no número de casos, contextualiza a crise diante dos escândalos políticos no Estado e projeta que, nos próximos dias, as autoridades decidirão por um “recrudescimento das medidas”. Carolina faz um duro relato do dia a dia dentro das emergências, onde as UTIs nunca ficam vazias. Ela alerta que "o vírus não escolhe quem vai deixar em estado grave. Qualquer pessoa que contrai a doença pode ficar grave a qualquer momento” e relata como agora há "muito paciente jovem que procura atendimento" com sintomas mais complexos.

Luz mais cara agora e o que esperar em 2021

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O primeiro sinal de que algo não ia bem veio em outubro, quando o governo acionou termoelétricas e autorizou a importação de energia para poupar as hidrelétricas. Principal fonte de nosso sistema, os reservatórios estão com níveis baixíssimos, por causa da falta de chuva. Para tentar poupar as represas, a Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou a tarifa vermelha, a mais cara de todas, que eleva a conta de consumidores residenciais e industriais. Neste episódio, Renata Lo Prete recebe o repórter Bruno Fávaro, da afiliada TV Globo em Curitiba, e Fernando Camargo, economista e especialista em infraestrutura com foco no setor de energia, saneamento e logística. "Faltou água na torneira, a torneira perdeu a função", relata Fávaro, sobre o problema que começou a ser sentido na capital paranaense ainda no fim de 2019. Camargo explica por que, apesar do aumento da demanda, a alta no consumo não justifica tarifas mais elevadas: "no agregado do país como um todo, o consumo de energia está abaixo que o do ano passado. Espera-se que 2020 feche entre 1% e 1,5% abaixo de 2019". E fala ainda sobre como uma possível retomada da economia em 2021 pode agravar ainda mais a situação do setor de energia.

Quando você será vacinado contra a Covid?

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Para termos a resposta há dois passos essenciais: uma vacina eficaz e um plano de vacinação. Por aqui 4 imunizantes estão na fase 3 de testes, o Ministério da Saúde diz que só terá um plano completo quando a Anvisa liberar a vacina. Até agora, o que o governo apresentou é um esboço indicando metas e grupos prioritários, mas sem datas definidas. Neste episódio, Renata Lo Prete recebe o repórter Fabiano Andrade, da Globo em Brasília, e Carla Domingues, epidemiologista que comandou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde entre 2011 e 2019. Carla detalha como a estrutura do PNI favoreceria a aplicação do imunizante logo após sua aprovação: "rapidamente entre 15 e 30 dias você já pode começar a fazer uma campanha de vacinação". Fabiano relata como o governo "deu perdido" após o Tribunal de Contas da União cobrar um plano completo para imunizar a população contra a Covid-19. E fala ainda das pistas dadas pelo Ministério da Saúde sobre qual vacina está na mira do governo para ser aplicada nos brasileiros.

Pós-eleição, crise econômica e os rumos para 2022

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Definido o tabuleiro político depois do pleito municipal, agora partidos e políticos com pretensões na disputa presidencial têm pela frente dois enormes problemas. A pandemia e a reconstrução de uma economia em frangalhos. Neste episódio, Renata Lo Prete entrevista Fernando Schuler, cientista político e professor do Insper. Para ele, a partir de agora a economia é "o grande eleitor". Schuler analisa a situação do presidente Jair Bolsonaro com o fim do auxílio emergencial no horizonte, fala da consolidação das vitórias de partidos de centro-direita e como as urnas mostraram "um cansaço da polarização".

O saldo do 2º turno e os recados das urnas

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Resultados rápidos, reeleições e poucas viradas... Na maioria das cidades em que os eleitores voltaram às urnas, vitórias de partidos do centro foram reforçadas. Enquanto isso, o bolsonarismo e o PT encolheram. Quem ganhou e quem perdeu neste domingo? O que os resultados mandam de recado para o presidente Jair Bolsonaro? E o que a nova conjuntura política já indica para 2022? Com Renata Lo Prete neste episódio, três jornalistas da Globo que cobriram intensamente o domingo de votação e apuração: Nilson Klava, Valdo Cruz e Julia Duailibi. Nilson detalha as taxas de abstenção, Valdo responde como a pandemia pautou este segundo turno e Julia aponta como lideranças de olho na disputa presidencial saem desta eleição municipal.

ESPECIAL ELEIÇÕES: Covid marca reta final

From O Assunto

Campanha mais curta, chances de virada, padrinhos políticos de olho na campanha de 2022... Além desses fatores, a disputa do segundo turno foi marcada pelo agravamento da pandemia em muitas capitais. Na maior delas, Guilherme Boulos foi diagnosticado com Covid-19 na antevéspera da eleição, tirando o adversário de Bruno Covas das ruas e do debate nesta reta final. Como tudo isso deve influenciar os resultados? Devemos esperar mais ou menos abstenção neste domingo? No nono episódio da série de O Assunto sobre as eleições municipais de 2020, Renata Lo Prete debate essas e outras questões com o jornalista Fabio Zambeli, analista-chefe do Jota, e o cientista político Jairo Pimentel, pesquisador do Centro de Estudos em Política e Economia do Setor Público, da FGV. Zambelli fala como a pandemia se tornou mais presente: “os números que atestam essa possível segunda onda e o possível adiamento de medidas para o funcionamento do comércio de uma forma geral vieram a tona e estão muito presentes”. Jairo aponta capitais onde há claras chances de virada, algo raro entre um turno e outro. Para ele, o cenário é possível em Manaus, Maceió e Recife. A série tem dez episódios, lançados sempre aos sábados.

Por que é tão difícil sair da pobreza no Brasil

From O Assunto

Qual é a chance de uma pessoa nascida em família pobre conseguir ter o rendimento médio do brasileiro? Quanto tempo isso demora? A resposta: nove gerações. "Demoraria mais ou menos 160 anos", diz Paulo Tafner, economista e pesquisador associado da USP, convidado de Renata Lo Prete neste episódio. Diretor-presidente do recém-lançado Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social, Tafner detalha o círculo vicioso que mantém brasileiros em situação de pobreza e pobreza extrema nas mesmas condições de seus antepassados. No Brasil, "a história do indivíduo está determinada na barriga da mãe", explica o economista. Tafner detalha ainda quais são as barreiras para que haja mobilidade de classe e compara a situação brasileira com a de outros países.

Maradona, o mais humano dos deuses

From O Assunto

O futebol perdeu na quarta-feira, 25 de novembro, um dos mais geniais jogadores da história: Diego Armando Maradona, aos 60 anos. O argentino que provocou devoção nos gramados e controvérsias fora de campo, tudo sempre movido a muita paixão. Neste episódio, Renata Lo Prete recebe dois convidados que dão a dimensão da perda: Martín Fernandez e Ariel Palácios. Martín, jornalista esportivo do Grupo Globo, detalha como Maradona se encaixa no panteão do esporte: "Enquanto o Maradona jogou, ninguém jogou mais do que ele, numa era que tinha Zico, Platini e Rummenigge". Fala também da personalidade do craque: "sempre foi difícil de entender, tanto quanto o jogador foi difícil de marcar". Já Ariel Palácios, correspondente em Buenos Aires, descreve as várias facetas de Diego "um complexo quebra-cabeças que gera nos argentinos as mais variadas reações" e relata a relação turbulenta de amor do país com o craque.

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