🇧🇷 Brazil Episodes

1677 episodes from Brazil

A estreia do terceiro mandato de Lula

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No último domingo (1º) o presidente Lula tomou posse pela terceira vez. A cerimônia contou com discursos marcantes do presidente e a entrega da faixa pela sociedade civil - um grupo de oito pessoas subiu a rampa com Lula. O grupo representava a diversidade da população brasileira. Neste mandato, Lula enfrenta o desafio de governar o país com uma popularidade menor do que tinha antes. Somado a isso, estão as dificuldades orçamentárias e uma preocupação com a radicalização da oposição ao governo. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Fábio Zambeli, analista-chefe em São Paulo do Jota, e que há quase 3 décadas se dedica à cobertura política, sobre os momentos marcantes da posse e o que eles representam: - Segundo Zambeli, a caminhada na rampa do Palácio do Planalto foi uma solução sob medida para Lula, que teve uma subida triunfal; - Ao analisar os discursos de Lula durante a posse, o jornalista avaliou que Lula adotou um tom mais duro no Congresso, para demarcar limites que vão na contramão de quem precisa expandir a base política para governar. A fala aos parlamentares, para Zambeli, mostrou que o presidente busca o protagonismo na agenda, sem trégua ao governo que saiu de cena. Já o discurso no parlatório foi voltado a toda a população, e não apenas aos que votaram nele. - O jornalista destacou que Lula nunca adotou a cartilha liberal, e que tem o desafio de explicar como vai aplicar uma nova regra fiscal sem levar as contas públicas ao colapso.

EXTRA: A cara do governo Lula 3

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Na última quinta-feira (29), depois de seguidos atrasos, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva terminou de montar sua nova equipe. Foram anunciados os 16 ministros que faltavam de um total de 37 pastas. Na nova leva, mais mulheres, a primeira ministra indígena da história do Brasil e nomes das siglas que podem compor a futura base de Lula no Congresso Nacional. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Vera Magalhães -- colunista do jornal O Globo, comentarista da rádio CBN e apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura -- sobre quem saiu vitorioso e quem saiu perdendo neste processo e quais os sinais emitidos pela formação do governo Lula 3: - Segundo Vera, "pode ser um governo amplo, um governo diverso, mas é um governo em que o core é petista, tanto na área econômica, quanto na área política"; - Ao analisar os ganhos em termos de diversidade, a jornalista destaca o fato de termos, pela primeira, uma mulher no comando da Saúde: "que é dos dois grandes ministérios em termos de orçamento e de política na ponta. Isso é algo histórico e que tem o potencial de ser muito bom para a valorização das mulheres"; - Sobre o papel dos partidos do que Vera classifica como "novo centrão" na governabilidade futura, ela diz que é uma história ainda "está para escrita", já que algumas das siglas do "centrão velho" ficaram muito "compradas em ações do Bolsonaro e do orçamento secreto, duas coisas que estão de saída", como o Republicanos e o PP -- que Arthur Lira tentará "levar mais para perto do governo". - Vera também aborda as aparentes dissonâncias entre o ministro da Defesa, José Mucio, e da Justiça, Flávio Dino, em relação ao desmantelamento do acampamento bolsonarista na frente do QG do Exército. Os manifestantes pedem intervenção militar, o que é vedado pela Constituição. "Tende a ser tomada uma providência para desocupar realmente os quartéis. E não pode ficar só nas costas do Alexandre de Moraes".

Pelé, o Rei

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Único jogador de futebol com três títulos do Copa do Mundo, Pelé morreu neste 29 de dezembro aos 82 anos. Ele, que defendeu o Santos por quase 20 anos, foi o brasileiro mais famoso do século XX. Além dos números inalcançáveis, como os mais de 1200 gols marcados, foi garoto-propaganda e embaixador do esporte. Para refletir a importância da vida e da obra de Edson, Natuza Nery conversa com o jornalista Andrew Downie, autor do livro “México 70: A mais bela Copa do Mundo contada por seus protagonistas”. Neste episódio: Andrew recorda como o gramado, os uniformes, a bola e a violência tolerada em campo eram distintas na época que Pelé jogou, fatores necessários em qualquer comparação com os dias atuais O jornalista enfatiza como a infância pobre de Pelé moldou sua personalidade pública Analisa como Pelé "representa o Brasil" no imaginário de todo o mundo e que depois do tricampeonato da Copa, conquistado entre 1958 e 1970, o Brasil passa a ser "o país do futebol".

REPRISE - A obra de Gal Costa, por Gilberto Gil

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Para refletir sobre a trajetória de uma das maiores cantoras da história da música brasileira, que morreu neste 9 de novembro aos 77 anos, O Assunto recebe um “doce bárbaro” como ela, parceiro desde o primeiro show, em 1964 em Salvador. Gilberto Gil celebra não apenas a voz única, mas também a capacidade de eterna transformação dessa “tropicalista inata”, que em mais de 40 álbuns mergulhou em quase todos os gêneros de canção, colecionando sucessos como “Meu Nome é Gal”, “Baby”, “Força Estranha”, “Gabriela” e “Festa no Interior”. - Gil resgata desde sua memória mais antiga de Gal em uma lanchonete na capital baiana, quando ela tinha 18 anos). E explica por que a cantora de uma voz incomparável: “o aspecto físico e acústico, e a variedade de atitudes e intuições na interpretação das canções”; - Ele explica por que Gal era uma “tropicalista inata” e destaca o amor que ela tinha pela música: “Ela tinha compreensão profunda da extraordinária primazia que o som e as artes produzidas através dele têm"; - Recorda lembranças da turnê que fizeram juntos em 2018, em trio – os dois mais Nando Reis. “Uma retomada da jovialidade de nossa adolescência”. Gil fala também sobre a ampla “expressividade” da artista e seu lugar no acervo da música popular; - “Gosto daquelas músicas onde há vivacidade, contrição religiosa, tristeza... e gosto ainda mais de suas canções alegres”, resume o amigo.

REPRISE - Jô Soares, gênio de múltiplos talentos

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Uma história que se confunde com a da televisão brasileira, na qual ele teve duas grandes “encarnações”: a dos programas humorísticos, dos quais saíram personagens e bordões eternizados na memória do público; e a do apresentador de “talk show” que entrevistava com igual habilidade notáveis e desconhecidos. Mas Jô Soares, morto aos 84 anos no início de agosto, foi muito mais: homem de teatro, tradutor, artista plástico, escritor de sucesso e, em todos os ofícios que abraçou, um eterno curioso. Neste episódio especial, Matinas Suzuki Jr., coautor do livro de memórias do artista, relembra marcos e casos curiosos de uma carreira que se estendeu por mais de seis décadas: - Matinas descreve como Jô construía seus personagens – um mix de três tradições: o humor do rádio, do teatro de revista e do cinema e da chanchada. E ao talento, afirma, somava-se a “visão internacional” de quem estudou na Suíça; - Recorda como a mudança de Jô para São Paulo define os novos rumos de sua carreira e desperta seu interesse em programas “talk show” - o que se tornaria “seu grande projeto de vida”. E como se daria seu posterior sucesso no formato: “Quando ele se interessava por um assunto, virava professor”; - O jornalista fala sobre a “paixão do artista” enquanto escritor: era um leitor voraz de thriller policiais e humorísticos, e foi o gênero no qual brilhou como escritor de romances. “Jô tinha uma vida maior que a vida”, afirma o diretor de operações da editora Companhia das Letras; Amigo pessoal de Jô, Matinas revela qual a frase que o artista escolheu para a epígrafe do livro que escreveram juntos – a mesma que repetiu em seus últimos dias de vida. “A ausência de Jô é uma ausência reveladora de um país que perdeu a graça”, resume.

REPRISE - Vida e obra de Elza Soares, por Ruy Castro

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Neste episódio especial, reprisado nesta terça-feira, 23 de dezembro, O Assunto faz uma homenagem a uma de nossas maiores cantoras. Jornalista e escritor, profundo estudioso da música brasileira, Ruy Castro conduz o ouvinte por marcos da trajetória de Elza, que morreu em janeiro aos 91 anos: da estreia no programa de rádio de Ary Barroso, em 1953, à colaboração com jovens compositores em anos recentes, passando pela histórica gravação de “Língua”, de Caetano Veloso, que a resgatou de um período de ostracismo na década de 80. Biógrafo de Garrincha, com quem Elza viveu longo e conturbado casamento, Ruy a entrevistou dezenas de vezes para a feitura do livro, colhendo em primeira mão relatos das adversidades enfrentadas desde a infância de menina negra na favela até a luta, em vão, contra o alcoolismo do jogador. Neste episódio: - Ruy Castro recorda detalhes de toda a carreira de Elza, iniciada em um contexto de efervescência da música brasileira e cujo álbum de estreia (lançado em 1959) já a alçou à condição de “artista de grande popularidade e um grande estouro comercial”; - Como a cantora conseguiu atravessar o período no qual as gravadoras reduziram o investimento em artistas de samba. Gênero, analisa Ruy, que marcou o que ele considera a melhor fase da carreira de Elza, até o início dos anos 1970: “Não teve pra mais ninguém”; - Descrita por Ruy como “muito corajosa”, Elza realmente “cantou até o fim”, conforme letra da canção destacada no obituário do jornal americano “The New York Times”. O jornalista recorda como ela por diversas vezes conseguiu se reinventar como artista: “É uma coisa espantosa que tenha ‘recomeçado’ a carreira aos quase 80"; - Biógrafo daquele a quem Elza descreve como “o grande amor de sua vida”, Ruy Castro conta episódios da relação entre a cantora e o jogador de futebol – inclusive durante os períodos de dependência química de Garrincha.

REPRISE - Os 50 anos do 'Clube da Esquina'

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O encontro das ruas Divinópolis e Paraisópolis, em Belo Horizonte, reuniu talentos excepcionais, como os irmãos Lô e Marcio Borges, os músicos Ronaldo Bastos e Fernando Brandt. Todos guiados “pela inquietação e pela genialidade” de sua figura maior, Milton Nascimento. Quem relembra é o jornalista e antropólogo Paulo Thiago de Mello, autor de um livro sobre o Clube da Esquina e seu principal fruto: o disco homônimo lançado em março de 1972, divisor de águas na história da música brasileira. Um álbum duplo de sonoridade sofisticada e caráter sinfônico, no qual se mesclam influências que vão das raízes mineiras aos Beatles. Nesta segunda-feira, 26 de dezembro, O Assunto reprisa a homenagem ao disco. Neste episódio, Paulo Thiago resgata o contexto histórico em que vieram à luz canções como “Cais”, “Trem Azul”, “Um Gosto de Sol” e “Nada Será Como Antes”: - A história começa na década de 1960 quando Bituca (apelido de Milton Nascimento) se muda para o prédio onde mora a família Borges. Baseados na “forte relação de amizade” e inspirados pelo cinema francês, pelas músicas dos Beatles e pelo movimento tropicalista, eles começam a fazer música; - Paulo Thiago narra o encontro musical entre o jovem Lô Borges e o então celebrado Milton Nascimento – que àquela altura já assumira a liderança artística do grupo. E descreve como, a partir daí, se construíram as “letras misteriosas” e as “harmonias sofisticadas” das canções do álbum; - Chamado a comparar “Clube da Esquina” a outros discos seminais que saíram naquele ano (como “Acabou Chorare”, dos Novos Baianos), Paulo Thiago afirma que Milton e seus amigos levaram “o interior para a beira do mar": “A revolução deles foi musical”; - Para o antropólogo, o grupo reflete “a angústia e a asfixia” da pior fase da ditadura militar. Sinal disso, diz ele, é a presença de estrada em quase todas as letras, como um “portal para um universo que está no interior, e que só quem bota a mochila nas costas poderá encontrar".

REPRISE - Notícias de Kiev, por Gabriel Chaim

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A guerra russa na Ucrânia atravessou 2022 e completa 10 meses neste sábado (24). Na atual fase da batalha, o aliado maior de Putin é o inverno. Tropas russas atacam instalações de energia ucranianas, cortando a luz e o aquecimento, itens essenciais para a sobrevivência da população do país invadido. Nesta sexta-feira, 23, O Assunto reprisa o episódio originalmente publicado no dia 3 de março, quando o jornalista Gabriel Chaim relatou, direto da capital Kiev, a situação na cidade cercada e os limites da resistência da população local: - O momento “é crítico”, disse Gabriel, referindo-se ao cerco à capital e aos limites da resistência da população. “Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã”; - Ele descreveu a confusão e o desespero de quem tentava ir embora e as estratégias de sobrevivência de quem optou por ficar ou simplesmente se resignou à ideia de não deixar a cidade; - Na principal estação ferroviária, milhares de pessoas que não sabem “qual será o próximo trem e para onde ele vai”. Em residências semidestruídas pelos bombardeios, “principalmente idosos, com menos mobilidade e menos recursos” para fugir; - Experiente em coberturas de guerra, o jornalista compara o conflito ucraniano à situação da Síria e da disputa territorial de Armênia e Azerbaijão: “uma das maiores catástrofes de nossos tempos”.

REPRISE – Urna eletrônica, uma história de inclusão

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Marco da revolução do processo eleitoral brasileiro, ela estreou em 1996. Desde então, a abstenção caiu e os índices de votos inválidos despencaram de 40% para cerca de 7%. Questionada por Jair Bolsonaro durante todo o processo eleitoral deste 2022, nenhum caso de fraude foi identificado desde que ela foi implementada. Nesta quinta-feira, 22 de dezembro, O Assunto reprisa o episódio originalmente publicado no dia 1º de agosto, com o cientista político Marcus André Melo: - Marcus André destaca momentos-chave da trajetória do voto no Brasil, como a introdução do sufrágio secreto (1932) e a adoção da cédula oficial (1955); - Lista termos reveladores da profusão de fraudes no Império e na República Velha, como “fósforos” (eleitores fantasmas) e “chapa de caixão” (cédula falsa); - Descreve o papel do voto obrigatório, ainda durante a ditadura militar, como um elemento para legitimar o processo eleitoral brasileiro – embora tenha rendido ao país o recorde de votos inválidos; - Explica por que o equipamento eletrônico foi um marco no “encorajamento à participação” dos eleitores menos instruídos e “deu concretude” ao direito universal ao voto.

Mega da Virada: as chances (reais) de ganhar

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Às 20 horas do dia 31 de dezembro vai ser sorteado o maior prêmio da história das loterias no Brasil. Quem acertar as seis dezenas da Mega da Virada pode levar para casa cerca de R$ 450 milhões - e, caso ninguém crave todos os números, o valor será dividido entre quem acertar a quina. Mas quais as chances reais de vencer? Neste episódio, Natuza Nery tira todas as dúvidas sobre a mais famosa loteria do país com o matemático Diego Marques, professor da Universidade de Brasília: - Diego explica a probabilidade de acerto das seis dezenas sorteadas com um jogo simples: “50 vezes mais difícil do que ser atingido por um raio; - O matemático fala sobre que estratégias aumentam as chances de levar o prêmio - se marcar mais dezenas por jogo ou fazer mais apostas diferentes; - Ele analisa a efetividade de entrar em um bolão - e conta suas experiências em apostas coletivas, sob a perspectiva da matemática; - Diego revela quantos anos são necessários, do ponto de vista estatístico, para que uma combinação simples seja sorteada. Mas pondera: “Se não jogar, a chance é zero”.

O fim do Orçamento Secreto

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Por 6 votos a 5, o colegiado do STF determinou a inconstitucionalidade das emendas de relator. Também no Supremo, o ministro Gilmar Mendes determinou que é permitido abrir créditos extraordinários para garantir o pagamento dos R$ 600 por beneficiário do Bolsa Família no ano que vem. Duas decisões que fortalecem o poder de Lula (PT) nas negociações com o Congresso. Para explicar o impacto da entrada da Suprema Corte no debate do Orçamento de 2023, Natuza Nery conversa com o jornalista Paulo Celso Pereira, editor executivo dos jornais O Globo e Extra. Neste episódio: - Paulo Celso diz por que, agora, o presidente eleito se torna “menos dependente” de Arthur Lira (PL) para dar início a seu governo em condições de honrar as promessas de campanha; - Analisa a diferença de ambiente que Lula enfrenta no Senado e na Câmara, e sua dificuldade em viabilizar a aprovação da PEC da Transição ao mesmo tempo que tenta construir base parlamentar; - Avalia a possibilidade “praticamente consolidada” da reeleição do presidente da Câmara, embora sem o mesmo capital político com o qual “emparedou” o Executivo nos últimos dois anos; - E projeta quais serão os mecanismos que Lula lançará mão para propor uma nova relação com o Congresso, que o receberá de modo “muito mais hostil” dos que seus dois mandatos anteriores.

Primeira-dama: história e papel no Brasil

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Nomenclatura reservada às mulheres de governantes eleitos, as primeiras-damas ganharam papel de destaque na vida pública brasileira a partir de Darcy Vargas, mulher de Getúlio. Casada com Lula, a socióloga Janja disse em entrevistas querer “ressignificar” essa função. Para entender como diferentes mulheres se valeram desse posto e suas ligações históricas com a assistência social, Natuza Nery recebe Dayanny Rodrigues, historiadora e doutora pela Universidade Federal de Goiás que estuda esse tema há uma década. Neste episódio: - Dayanny relembra como Darcy Vargas inaugurou a atuação pública atrelada à imagem do presidente, no período pós-2ª Guerra. E como esse papel nasceu ligado ao assistencialismo; - Explica o termo “primeiro-damismo”, um conjunto de práticas exercidas por mulheres de governantes, podendo ser estratégico (alinhado ao plano político) ou tático, quando a mulher consegue elaborar ações para além do papel do homem; - Avalia como recentemente Michele Bolsonaro e Janja tiveram papel político-eleitoral nas campanhas. E como Michele foi “convocada a falar para retratar falas” do atual presidente; - E conclui que ainda há um “engessamento” da figura social da mulher do presidente, desde o que vestir, até o que falar e como agir, em um processo considerado por ela “aprisionador”.

Estatuto do Nascituro e o direito ao aborto

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Na reta final da atual legislatura, parlamentares bolsonaristas trabalham para ressuscitar o Projeto de Lei que criminaliza a realização de aborto em qualquer circunstância - inclusive nos casos de estupro, risco à vida da mãe e anencefalia, situações em que hoje a mulher tem garantido o direito de interromper a gravidez. Em reação, a oposição tenta barrar a proposta no Congresso. Para explicar em que pé está a tramitação do Estatuto do Nascituro, e quais seriam suas consequências, Natuza Nery recebe Gabriela Rondon, pesquisadora do Instituto de Bioética Anis e professora do Instituto de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, e Laura Molinari, coordenadora da campanha “Nem presa nem morta”. Neste episódio: - Gabriela descreve como o Projeto de Lei pretende criar uma “carta de direitos para embriões e fetos” que os equipare juridicamente às pessoas nascidas; - Ela rebate o que chama de “estratégia retórica insidiosa e cruel” dos grupos organizados que trabalham para a aprovação do estatuto; - Laura traça uma linha do tempo sobre a forma como o Congresso age para acelerar e para barrar o PL, que nasceu em 2005 e tramita desde 2007; - Ela destaca a oportunidade de, no processo de transição do governo federal, identificar “o tamanho do desmonte” das políticas públicas relativas aos direitos da mulher.

Fusão nuclear: o futuro da energia limpa

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O anúncio inédito feito por cientistas do Departamento de Energia dos Estados Unidos pode ser o início de uma revolução para a produção de energia limpa. Pela primeira vez dentro de um laboratório, foi possível gerar energia a partir do processo de fusão nuclear - fenômeno que funde os núcleos de átomos de hidrogênio e que gera muito menos resíduo radioativo que a fissão nuclear. Para entender os desdobramentos desta conquista da ciência, Natuza Nery conversa com Marcelle Soares-Santos, professora de Física da Universidade de Michigan. Neste episódio: - A professora detalha a diferença entre as tecnologias da fusão e da fissão nuclear – e por que a fusão é tão mais complexa; - Descreve as “implicações estratégicas políticas e econômicas” que motivam governos e empresas a investirem pesado no desenvolvimento desta tecnologia; - Explica o experimento dos cientistas americanos e quais são as “condições extremas” - que replicam temperaturas equivalente à do interior do Sol; - Marcelle fala sobre os desafios para colocar a tecnologia em larga escala e conclui sobre os “benefícios potenciais” dela para o futuro da humanidade.

A delinquência bolsonarista em Brasília

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A prisão preventiva de um indígena apoiador do presidente Jair Bolsonaro foi o estopim para que uma onda de atos violentos tomasse conta da capital federal. Os extremistas incendiaram ônibus, quebraram carros e vandalizaram o prédio da Polícia Federal – sem que qualquer criminoso tenha sido detido. Para classificar a violência da extrema direita que atenta contra a democracia e põe em risco a institucionalidade do país, Natuza Nery conversa com Conrado Hubner Mendes, doutor em Direito e Ciência Política e professor de Direito Constitucional na USP. Neste episódio: - O professor identifica e classifica quais crimes foram cometidos na noite da segunda-feira em Brasília - e indica quais artigos Bolsonaro e seus aliados podem responder; - Conrado explica a distinção entre os conceitos jurídico e político de terrorismo – e em quais contextos as ações dos grupos bolsonaristas são enquadrados na Lei do Estado Democrático de Direito; - Ele analisa o contexto no qual há um vácuo de poder entre o futuro presidente - eleito e diplomado - e a atual gestão, dedicada apenas à construção de “acordos” para evitar prisões; - E avalia o risco da omissão dos órgãos de segurança pública diante dos delitos cometidos em série no DF.

Sigilo de 100 anos: como reverter

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Nos últimos 4 anos, pululam exemplos da ocultação de informações no governo federal: dados sobre a vacinação do presidente Jair Bolsonaro, o processo administrativo do Exército contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, reuniões e visitantes no Planalto e o processo da Receita sobre supostas rachadinhas de Flávio Bolsonaro. Lula, que tomará posse em 1° de janeiro, promete expor tudo. Mas o futuro presidente esbarra em questões legais e práticas para revogar os sigilos, como explica Maria Vitória Ramos, cofundadora e diretora da Fiquem Sabendo, agência independente especializada na Lei de Acesso à Informação. Em conversa com Natuza Nery, Maria Vitória detalha como Bolsonaro usou um artigo da Lei de Acesso à Informação sobre pessoas privadas para “cercear o acesso a informações públicas referentes à pessoa mais pública do país”, justamente o presidente. Ela avalia como o futuro governo pode reverter o processo de ocultação de dados de interesse público. E conclui: "não existe uma forma de abrir todos esses dados com uma canetada”.

Bolsonaro, Lula e a faixa presidencial

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Passada a diplomação no TSE, marcada para esta segunda-feira (12), o foco em Brasília passa a ser o dia 1° de janeiro. Tradicional, a passagem da faixa presidencial é dúvida na cerimônia de posse de Lula (PT). Para analisar os sentidos da potencial negativa de Jair Bolsonaro (PL) de transmitir o objeto-símbolo do poder presidencial, Natuza Nery conversa com Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN. Neste episódio: - Bernardo explica o que acontece caso Bolsonaro não passe a faixa: “se o presidente que está saindo não passar a faixa, não importa. Fica só uma questão de birra”; - Analisa que a recusa de Bolsonaro faz parte do discurso do atual presidente a seus seguidores: “o momento que fica nos livros de História é a foto de um presidente passando a faixa para o outro”; - Lembra que quem vai estar na Praça dos 3 Poderes no dia da posse será “a militância do PT, não a bolsonarista”, com o atual presidente correndo o risco de “receber uma sonora vaia”; - E revela os planos da equipe de Lula caso Bolsonaro realmente não compareça.

EDIÇÃO EXTRA: Haddad na Fazenda e mais ministros

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Lula (PT) definiu nesta sexta-feira (9) os primeiros nomes da futura gestão. O mais aguardado, o do ministro da Fazenda, não foi surpresa: será Fernando Haddad (PT-SP), homem de confiança do presidente eleito. Além de Haddad, foram confirmados Rui Costa (Casa Civil), Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública), José Múcio Monteiro (Defesa) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Nesta edição extra de O Assunto, Natuza Nery conversa com a jornalista Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da rádio CBN, para explicar as escolhas e as consequências dos anúncios. Neste episódio: - Maria Cristina comenta a decisão de Lula de dar os dois ministérios mais poderosos (Fazenda e Casa Civil) a dois petistas “não tão petistas”: “Haddad é o mais tucano e Rui Costa o mais privatista do partido”; - Em que sentidos Lula e Haddad pensam parecido e por que a lealdade do ex-ministro da Educação a Lula foi um fator decisivo para sua ida à Fazenda – uma reação, analisa MCF, à “decepção do petista com Palocci”; - Quais serão os dois primeiros testes de fogo para o futuro ministro da Fazenda: convencer os parlamentares a aprovar a PEC da Transição, e o mercado de que é o “nome de confiança” para administrar o Orçamento 2023; - O que levou José Múcio à pasta da Defesa. “Militares estão divididos entre bolsonaristas e antibolsonaristas", avalia Maria Cristina. “Mas estão todos unidos no antipetismo”. Múcio, que já esteve na Arena e já presidiu o TCU, pode tranquilizar a relação com os quarteis - mas não impedirá a promessa de Lula de desmilitarizar a administração federal.

CadÚnico: sucateamento e reconstrução

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Dezenas de milhões de brasileiros vivem com menos que o mínimo necessário: 62 milhões têm renda mensal abaixo de R$ 500 – e deste total, 18 milhões tentam sobreviver com menos de R$ 170 por mês, situação classificada pelo Banco Mundial como extrema pobreza. E o principal mecanismo para identificar essas pessoas e adequá-las aos programas sociais do governo está sucateado. O grupo de transição para o próximo governo acusa a importância de reestruturar o CadÚnico para garantir a eficácia das políticas sociais no Brasil. Para analisar as condições da assistência social no país, Natuza Nery conversa com a socióloga Letícia Bartholo, que foi secretária nacional adjunta de renda da cidadania entre 2012 e 2016. Neste episódio: - Letícia esclarece o histórico das políticas de transferência de renda, desde o bolsa-escola, passando pelo sucesso do Bolsa Família até chegar ao Auxílio Brasil – e aponta a importância do CadÚnico nesta história de duas décadas; - Detalha por que os critérios adotados para o Auxílio Brasil prejudicaram a capacidade do Estado em identificar os mais pobres e focalizar a distribuição de recursos: “O CadÚnico é a seta para os programas sociais”; - E explica a importância da “simbiose” necessária entre a correção do CadÚnico e o redesenho do Auxílio Brasil (que voltará a ser Bolsa Família na próxima gestão): “É preciso fazer as duas coisas”.

Peru: o caos que derrubou Pedro Castillo

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Estava marcada para o fim da tarde a sessão plenária que votaria o terceiro pedido de impeachment do presidente peruano. E então, sem apoio político e da população, Castillo se adiantou e foi à TV para anunciar a dissolução do Congresso e o estabelecimento de um governo de exceção. A reação foi imediata: deputados, inclusive de seu próprio partido, ignoraram o anúncio e votaram pela destituição de Castillo. Horas depois, a vice Dina Boluarte assumiu o poder e o agora ex-presidente foi preso. Para explicar essa sucessão de eventos, Natuza Nery conversa com o jornalista Ariel Palacios, comentarista da GloboNews. Neste episódio: - Ariel relata passo a passo os atos do “autogolpe” tentado por Pedro Castillo. E explica por que foi um “fracasso total”; - Recorda que, desde 2016, todos os cinco presidentes peruanos foram investigados ou até condenados por corrupção e não concluíram seus mandatos; - Apresenta o panorama geral do país, no qual o Congresso está fragmentado com muitos partidos pequenos e a economia apresenta sinais de melhora, embora registre números recordes de inflação e insegurança alimentar.

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