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Zika, 10 years: the mothers of the epidemicFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-17 03:17
Guests: Adriana Melo, pioneer in identifying Zika virus infection in pregnant women; and Marcelly Setúbal, producer of the series "Zika: 10 Years Later." In November 2015, Brazil declared a Zika virus epidemic – an exceptional measure after an atypical increase in the number of babies born with microcephaly. Most cases were registered in the Northeast. One of the first doctors to identify the relationship between the Zika virus and microcephaly was Adriana Melo, interviewed by Natuza Nery in this episode. Ten years later, Adriana recalls how an alert sounded when observing a baby's brain on an ultrasound of one of her patients. She recounts how it was possible to identify the causal relationship between the Zika virus and cases of microcephaly. Adriana also explains what other types of damage the virus causes in the development of babies. To tell how the thousands of women who, ten years ago, gave birth to babies with microcephaly are doing, Natuza listens to Marcelly Setúbal. Producer of the series “Zika: 10 Years Later,” from GloboNews, the journalist traveled to cities in Pernambuco and Rio de Janeiro to show how the mothers and their children with microcephaly are doing. Marcelly reports how these families were left without assistance, both by the government and by their own fathers.
Original title: Zika, 10 anos: as mães da epidemia
Original description: Convidadas: Adriana Melo, pioneira na identificação da infecção do vírus da zika em grávidas; e Marcelly Setúbal, produtora da série "Zika: 10 anos depois". Em novembro de 2015, o Brasil decretou epidemia de zika vírus – uma medida excepcional, após um aumento atípico no número de bebês nascidos com microcefalia. Em sua maioria, os casos foram registrados no Nordeste. Uma das primeiras médicas a identificar a relação ente o vírus da zika e a microcefalia foi Adriana Melo, entrevistada de Natuza Nery neste episódio. Dez anos depois, Adriana relembra como um sinal de alerta soou ao observar o cérebro de um bebê no ultrassom de uma de suas pacientes. Ela conta como foi possível identificar a relação de causa entre o vírus da zika e os casos de microcefalia. Adriana explica também que outros tipos de dano o vírus provoca no desenvolvimento dos bebês. Para contar como estão as milhares de mulheres que, dez anos atrás, deram à luz bebês com microcefalia, Natuza ouve a Marcelly Setúbal. Produtoras da série “Zika: 10 anos depois”, da GloboNews, a jornalista viajou a cidades de Pernambuco e do Rio de Janeiro para mostrar como estão as mães e suas crianças com microcefalia. Marcelly relata como essas famílias ficaram desassistidas, tanto pelo poder público, quanto pelos próprios pais.
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A INSS fraud scheme.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-14 03:17
Guests: Isabela Camargo, TV Globo reporter in Brasília; and Diego Cherulli, lawyer and president of the Brazilian Independent Institute of Law and Social Security Research. Former INSS president Alessandro Stefanutto and eight others were arrested this Thursday (13) in another phase of Operation No Discount, by the Federal Police. They are suspected of being part of a scheme to embezzle money from retirees and pensioners which, according to the PF and the Comptroller General of the Union (CGU) investigation, may have moved R$ 6.3 billion between 2019 and 2024. According to investigations, the suspects charged irregular monthly fees, deducted from retirees' and pensioners' benefits, without their authorization. The most recent balance sheet released by the INSS indicates that more than 6 million beneficiaries stated that they did not recognize discounts made in recent years. On Wednesday (11), the government extended the deadline for contesting these amounts. The embezzlement scandal is yet another in the history of the INSS, a social security system created to guarantee security and dignity to retirees and pensioners. In practice, what is seen is an endless source of scams, many of them committed at the door of service agencies, as journalist Isabela Camargo recalls in conversation with Natuza Nery. Globo reporter in Brasília, Isabela tells who Stefanutto is and what suspicions fall on him. She also answers how the work of the CPI created to investigate the scandal is going. Afterwards, the conversation is with lawyer Diego Cherulli, president of the Brazilian Independent Institute of Law and Social Security Research. He answers why the INSS is a “breeding ground for scams” against insured parties and gives examples of fraud – such as that of the false lawyer, who has already made thousands of victims. Diego points out necessary mechanisms to avoid embezzlement and warns: "the golden rule is not to pay anything before receiving" the benefit.
Original title: A engrenagem de fraudes do INSS
Original description: Convidados: Isabela Camargo, repórter da TV Globo em Brasília; e Diego Cherulli, advogado e presidente do Instituto Brasileiro Independente de Direito e Pesquisas em Previdência. O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e outras oito pessoas foram presas nesta quinta-feira (13) em mais uma fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Eles são suspeitos de integrarem um esquema de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas que, segundo a investigação da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), pode ter movimentado R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. O balanço mais recente divulgado pelo INSS aponta que mais de 6 milhões de beneficiários afirmaram não ter reconhecido descontos feitos nos últimos anos. Na quarta-feira (11), o governo prorrogou o prazo para a contestação desses valores. O escândalo de desvios é mais um na história do INSS, sistema de previdência criado para garantir segurança e dignidade a aposentados e pensionistas. Na prática, o que se vê é uma fonte infindável de golpes, muitos deles cometidos na porta de agências de atendimento, como relembra a jornalista Isabela Camargo em conversa com Natuza Nery. Repórter da Globo em Brasília, Isabela conta quem é Stefanutto e quais as suspeitas que recaem sobre ele. Ela responde também como estão os trabalhos da CPI criada para apurar o escândalo. Depois, a conversa é com o advogado Diego Cherulli, presidente do Instituto Brasileiro Independente de Direito e Pesquisas em Previdência. Ele responde por que o INSS é um “celeiro de golpes” contra segurados e dá exemplos de fraudes – como a do falso advogado, que já fez milhares de vítimas. Diego aponta mecanismos necessários para evitar desvios e alerta: “a regra de ouro é não pagar nada antes de receber” o benefício.
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Trump Epstein emailsFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-13 03:16
Guest: Marcelo Lins, GloboNews commentator and host of GloboNews Internacional. An old ghost returned to haunt the White House this Wednesday (12th): the Jeffrey Epstein case, a millionaire accused of sexually exploiting teenagers. Democratic deputies revealed three Epstein emails suggesting Trump knew about the girls. In one of the messages, from 2011, Epstein says Trump spent hours with one of them. Following the release of the emails, congressmen from Trump's party made public 23,000 pages of documents about the case. The American president has always denied any involvement with the case and, this Wednesday, said that the Democrats created a farce to divert attention from the party's failure during the biggest shutdown in US history. To explain what the emails reveal and how the Epstein case haunts Trump, Natuza Nery talks to Marcelo Lins, GloboNews commentator and host of GloboNews Internacional. Lins recalls the relationship between Trump and Epstein and analyzes the political moment in which the emails and other documents about the case are revealed.
Original title: Trump nos e-mails de Epstein
Original description: Convidado: Marcelo Lins, comentarista da GloboNews e apresentador do GloboNews Internacional. Um fantasma antigo voltou a rondar a Casa Branca nesta quarta-feira (12): o caso Jeffrey Epstein, milionário acusado de explorar sexualmente adolescentes. Deputados democratas revelaram três e-mails de Epstein que sugerem que Trump sabia das garotas. Em uma das mensagens, de 2011, Epstein diz que Trump passou horas com uma delas. Na esteira da divulgação dos e-mails, congressistas do partido de Trump tornaram públicas 23 mil páginas com documentos sobre o caso. O presidente americano sempre negou qualquer envolvimento com o caso e, nesta quarta-feira, disse que os democratas criaram uma farsa para desviar a atenção do fracasso do partido durante a maior shutdown da história dos EUA. Para explicar o que os e-mails revelam e como o caso Epstein assombra Trump, Natuza Nery conversa com Marcelo Lins, comentarista da GloboNews e apresentador do GloboNews Internacional. Lins relembra a relação entre Trump e Epstein e analisa o momento político em que os e-mails e outros documentos sobre o caso são revelados.
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O vaivém do projeto para combater facções.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-12 03:17
Guest: Wálter Maierovitch, legal expert in organized crime; and William Murad, executive director of the Federal Police. Rapporteur of the Anti-Faction Bill, Deputy Guilherme Derrite (PP-SP) presented on Tuesday evening (11) a new opinion on the package to combat organized crime sent by the government. It was the third version given by Derrite since last Friday, when he was chosen by the Speaker of the House, Hugo Motta (Republicanos-PB), to be the rapporteur of the government-authored project. The text is being processed urgently and is ready to be voted on in plenary, which should occur this Wednesday (12). In this third version, Derrite proposes the creation of a new law to combat organized crime. The deputy - who took leave from the Public Security Secretariat of SP to report on the project - removed the changes to the Anti-Terrorism Law and the attributions of the Federal Police. The two points generated divergences in the Chamber and were the target of criticism from the government, jurists and public security experts. In this episode, Natuza Nery talks with jurist Wálter Maierovitch to analyze what it would mean to change the attributions of the Federal Police and tamper with the Anti-Terrorism Law. He evaluates the proposal to increase the penalty for crimes attributed to factions from 20 to 40 years, and analyzes in which points the project presented by the government would need to be improved. Afterwards, the conversation is with William Murad, executive director of the Federal Police, who answers what type of investigation would be put at risk with changes in the attributions of the corporation.
Original title: O vai e vem do projeto para combater facções
Original description: Convidado: Wálter Maierovitch, jurista especialista em crime organizado; e William Murad, diretor-executivo da Polícia Federal. Relator do PL Antifacção, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) apresentou no começo da noite da terça-feira (11) um novo parecer ao pacote de enfrentamento ao crime organizado enviado pelo governo. Foi a terceira versão dada por Derrite desde a última sexta-feira, quando ele foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser o relator do projeto de autoria do governo. O texto tramita em urgência e está pronto para ser votado em plenário, o que deve ocorrer nesta quarta-feira (12). Nesta terceira versão, Derrite propõe a criação de uma nova lei para combater o crime organizado. O deputado - que se licenciou da Secretaria de Segurança Pública de SP para relatar o projeto - tirou as alterações na Lei Antiterrorismo e nas atribuições da Polícia Federal. Os dois pontos geravam divergências na Câmara e eram alvo de críticas do governo, de juristas e de especialistas em segurança pública. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jurista Wálter Maierovitch para analisar o que significaria mudar as atribuições da Polícia Federal e mexer na Lei Antiterrorismo. Ele avalia a proposta de elevar a pena por crimes atribuídos a facções de 20 para 40 anos, e analisa em quais pontos o projeto apresentado pelo governo precisaria ser aprimorado. Depois, a conversa é com William Murad, diretor-executivo da Polícia Federal, que responde que tipo de investigação seria colocada em risco com mudanças nas atribuições da corporação.
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Casamento infantil: a violência que ninguém vê Child marriage: the violence nobody seesFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-11 03:16
Convidada: Mariana Albuquerque Zan, advogada do Instituto Alana. A lei brasileira proíbe o casamento civil de menores de 16 anos, mas dados divulgados pelo Censo revelam que 34 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos vivem em algum tipo de união conjugal. Nesse grupo, quase 8 em cada 10 são meninas, segundo os números do IBGE. Meninas que, na maioria das vezes, deixam de estudar para cuidar de afazeres domésticos. Os indicadores são baseados em informações fornecidas pelos próprios moradores que responderam ao Censo – e não têm comprovação legal. No entanto, outros números reforçam a existência deste problema na sociedade brasileira: o país ocupa o 6º lugar no ranking global de casamentos infantis, segundo dados de 2023 da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Mariana Albuquerque Zan, advogada do Instituto Alana, organização da sociedade civil que há mais de 30 anos atua para garantir os direitos de crianças e adolescentes. Mariana lista os vários indicadores que reforçam os dados do Censo e traça um perfil das vítimas de casamento infantil no Brasil. Ela também aponta o que pode ser feito para reverter essa situação, que tira de crianças e adolescentes direitos básicos. E fala da necessidade da criação de políticas públicas para proteger menores de casamentos fora da lei.
Original title: Casamento infantil: a violência que ninguém vê
Original description: Convidada: Mariana Albuquerque Zan, advogada do Instituto Alana. A lei brasileira proíbe o casamento civil de menores de 16 anos, mas dados divulgados pelo Censo revelam que 34 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos vivem em algum tipo de união conjugal. Nesse grupo, quase 8 em cada 10 são meninas, segundo os números do IBGE. Meninas que, na maioria das vezes, deixam de estudar para cuidar de afazeres domésticos. Os indicadores são baseados em informações fornecidas pelos próprios moradores que responderam ao Censo – e não têm comprovação legal. No entanto, outros números reforçam a existência deste problema na sociedade brasileira: o país ocupa o 6º lugar no ranking global de casamentos infantis, segundo dados de 2023 da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Mariana Albuquerque Zan, advogada do Instituto Alana, organização da sociedade civil que há mais de 30 anos atua para garantir os direitos de crianças e adolescentes. Mariana lista os vários indicadores que reforçam os dados do Censo e traça um perfil das vítimas de casamento infantil no Brasil. Ela também aponta o que pode ser feito para reverter essa situação, que tira de crianças e adolescentes direitos básicos. E fala da necessidade da criação de políticas públicas para proteger menores de casamentos fora da lei.
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Standing forest economy.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-10 03:17
Guests: Tasso Azevedo, general coordinator of MapBiomas; and Ricardo Abramovay, senior professor at the Institute for Advanced Studies and the Institute of Energy and Environment at USP. COP30 starts this Monday (10th) in Belém, Pará, with a proposal on the table: a fund to transform forest preservation into profit. The Tropical Forest Forever Fund (TFFF) was officially launched by President Lula during the COP Leaders Summit. The initiative aims to raise funds from governments and the private sector. One of the creators of the first version of the plan, Tasso Azevedo talks to Natuza Nery to explain the importance of preserving tropical forests. General coordinator of MapBiomas, Tasso details how the plan should work and why it is considered innovative compared to other initiatives to preserve biomes. Afterwards, Natuza talks to Ricardo Abramovay, senior professor at the Institute for Advanced Studies and the Institute of Energy and Environment at USP. Author of books on the sustainable economy of the Amazon, Abramovay answers why, from an economic point of view, it is worth keeping the forest standing. And points out ways of what can be done to combine development with environmental preservation.
Original title: A economia da floresta em pé
Original description: Convidados: Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas; e Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados e do Instituto de Energia e Ambiente da USP. A COP30 começa nesta segunda-feira (10) em Belém, no Pará, com uma proposta à mesa: um fundo para transformar a preservação de florestas em lucro. O Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), foi lançado oficialmente pelo presidente Lula durante a Cúpula dos Líderes da COP. A iniciativa pretende captar recursos de governos e da iniciativa privada. Um dos idealizadores da primeira versão do plano, Tasso Azevedo conversa com Natuza Nery para explicar qual a importância de preservar as florestas tropicais. Coordenador-geral do MapBiomas, Tasso detalha como o plano deve funcionar e por que ele é considerado inovador em comparação a outras iniciativas de tentativa de preservação de biomas. Depois, Natuza conversa com Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados e do Instituto de Energia e Ambiente da USP. Autor de livros sobre economia sustentável da Amazônia, Abramovay responde por que, do ponto de vista econômico, vale a pena manter a floresta de pé. E aponta caminhos do que pode ser feito para combinar desenvolvimento com preservação ambiental.
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Um ano do caso Gritzbach: a Caixa de Pandora.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-07 03:17
Convidada: Isabela Leite, reporter from GloboNews. Around 4 PM on November 9, 2024, a man with a death sentence arrived in São Paulo on a flight from Maceió. Upon disembarking and leaving Terminal 2, Antônio Vinícius Gritzbach was executed with rifle shots at Cumbica Airport, in Guarulhos. The execution, in the middle of Brazil's largest airport, opened a Pandora's Box about organized crime. In conversation with Natuza Nery in this episode, journalist Isabela Leite recounts this story. GloboNews reporter Isabela recalls the assassination of the man who denounced the PCC and was considered by investigators a "living archive" of the faction. Months before being killed, Gritzbach had closed an agreement with the Public Prosecutor's Office of São Paulo and denounced PCC money laundering schemes, in addition to cases of police corruption. Isabela explains the questions that are still open about the case. She discusses the various lines of investigation opened and how they exposed sophisticated criminal schemes: from police corruption to money laundering using fintechs and construction companies. And she answers how Gritzbach's death shook the police of São Paulo.
Original title: 1 ano do caso Gritzbach: a Caixa de Pandora
Original description: Convidada: Isabela Leite, repórter da GloboNews. Por volta das 16h do dia 8 de novembro de 2024, um homem jurado de morte chegou a São Paulo em um voo vindo de Maceió. Ao desembarcar e sair do Terminal 2, Antônio Vinícius Gritzbach foi executado com tiros de fuzil no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. A execução, no meio do maior aeroporto do Brasil, abria uma Caixa de Pandora sobre o crime organizado. Em conversa com Natuza Nery neste episódio, a jornalista Isabela Leite reconta essa história. Repórter da GloboNews, Isabela relembra como foi o assassinado do homem que delatou o PCC e era considerado por investigadores um “arquivo vivo” da facção. Meses antes de ser morto, Gritzbach havia fechado um acordo com o Ministério Público de São Paulo e denunciado esquemas de lavagem de dinheiro do PCC, além de casos de corrupção policial. Isabela explica as perguntas que ainda estão em aberto sobre o caso. Ela fala as várias linhas de investigação abertas e como elas escancararam esquemas criminosos sofisticados: da corrupção de policiais à lavagem de dinheiro usando fintechs e construtoras. E responde como a morte de Gritzbach mexeu com as polícias de São Paulo.
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El debate sobre el narcoterrorismo.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-06 03:17
Guests: Maurício Stegemann Dieter, USP criminology professor; and Lincoln Gakiya, São Paulo Gaeco prosecutor. The term narcoterrorism was used by the governor of Rio de Janeiro, Cláudio Castro, on the same day as the operation that ended with 121 deaths, including 4 police officers, in the Alemão and Penha complexes. Since then, the discussion about a project that equates drug trafficking with terrorism has gained traction in the Chamber - and the support of some governors. According to the project under discussion, the application of the Anti-Terrorism Law – created in 2016 - will be extended to criminal organizations and militias. Defended by the opposition, the proposal displeases the government, as Minister Gleisi Hoffmann declared this Wednesday. But what changes, in practice, if drug trafficking is considered terrorism? To answer this question, Natuza Nery receives two guests: Lincoln Gakiya, Prosecutor of Justice of Gaeco of São Paulo, one of the biggest investigators on the PCC; and Maurício Stegemann Dieter, Professor of Criminology at USP. Gakiya answers what could happen to ongoing investigations if the project is approved in Congress. The prosecutor assesses whether it is feasible, from an operational point of view, to transfer investigations that are currently under the competence of state police and bodies to the Federal Police. Maurício details the difference between the crimes of terrorism and trafficking and answers how a possible change could impact the lives of Brazilians.
Original title: A discussão sobre narcoterrorismo
Original description: Convidados: Maurício Stegemann Dieter, professor de criminologia da USP; e Lincoln Gakiya, promotor de justiça do Gaeco de São Paulo. O termo narcoterrorismo foi usado pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no mesmo dia da operação que terminou com 121 mortos, entre eles 4 policiais, nos complexos do Alemão e da Penha. Desde então, a discussão sobre um projeto que equipara o crime de tráfico ao de terrorismo ganhou tração na Câmara - e o apoio de alguns governadores. Pelo projeto em discussão, a aplicação da Lei Antiterrorismo – criada em 2016 - será estendida a organizações criminosas e milícias. Defendida pela oposição, a proposta desagrada o governo, como declarou nesta quarta-feira a ministra Gleisi Hoffmann. Mas o que muda, na prática, se o tráfico passar a ser considerado terrorismo? Para responder a esta pergunta, Natuza Nery recebe dois convidados: Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Gaeco de São Paulo, um dos maiores investigadores sobre o PCC; e Maurício Stegemann Dieter, professor de Criminologia da USP. Gakiya responde o que pode acontecer com investigações em curso caso o projeto seja aprovado no Congresso. O promotor avalia se é viável, do ponto de vista operacional, transferir para a Polícia Federal investigações que hoje estão sob competências das polícias e órgãos estaduais. Maurício detalha a diferença entre os crimes de terrorismo e de tráfico e responde como uma eventual mudança pode impactar na vida dos brasileiros.
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Jovens cooptados pelo tráfico.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-05 03:17
Guest: Vanessa Cavalieri, judge of the Children and Youth Court of Rio de Janeiro. Brazil had 12,500 adolescents in restriction and deprivation of liberty in August 2024, according to data from Sinase, the National Socio-Educational Care System, linked to the National Secretariat for the Rights of the Child and Adolescent. Brazilian law provides for a series of ways to guarantee social reintegration and prevent these young people from committing illegal acts again. In a conversation with Natuza Nery in this episode, Judge Vanessa Cavalieri explains what happens from the moment a young person is apprehended. According to her, by inefficiently complying with the first restrictive measure, many of these young people return to trafficking. Vanessa reports how, when apprehended by the police and losing the drugs belonging to the traffic, young people create unpayable debts, generating a "snowball" process, in which one crime leads to another even more serious. Head of the Children and Youth Court of Rio de Janeiro, Vanessa Cavalieri reports what she sees daily in her work with young offenders and what type of investments and social programs would need to be put into practice to reverse this scenario. She lists which social, educational and family factors lead minors to commit illegal acts, in a cycle that is difficult to break.
Original title: Os jovens cooptados pelo tráfico
Original description: Convidada: Vanessa Cavalieri, juíza da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro. O Brasil tinha 12,5 mil adolescentes em restrição e privação de liberdade em agosto de 2024, segundo dados do Sinase, o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, ligado à Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. A lei brasileira prevê uma série de caminhos para garantir a reinserção social e evitar que esses jovens voltem a cometer atos ilícitos. Em conversa com Natuza Nery neste episódio, a juíza Vanessa Cavalieri explica o que acontece a partir do momento em que um jovem é apreendido. Segundo ela, ao cumprirem a primeira medida restritiva de forma ineficiente, muitos desses jovens voltam ao tráfico. Vanessa relata como, ao serem apreendidos pela polícia e perderem a droga pertencente ao tráfico, jovens criam dívidas impagáveis, gerando um processo de “bola de neve”, no qual um crime leva a outro ainda mais grave. Titular da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, Vanessa Cavalieri relata o que vê, diariamente, em seu trabalho com jovens infratores e que tipo de investimentos e programas sociais precisariam ser colocados em prática para reverter esse cenário. Ela enumera quais fatores sociais, educacionais e familiares levam menores a cometer atos ilícitos, em um ciclo difícil de ser rompido.
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O poder das facções no Nordeste.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-04 03:17
Guests: Gabriela Azevedo, reporter from g1 Ceará; and Francisco Elionardo de Melo Nascimento, professor and executive coordinator of COVIO, the Laboratory for Studies on Conflictualities and Violence at the State University of Ceará. Brazil's two largest criminal factions were born in the Southeast and, in recent decades, have expanded to other states. An X-ray done by the Ministry of Justice shows that more than half of the criminal organizations operating in national territory are in the Northeast region, including precisely the PCC and Comando Vermelho, the country's two largest factions. The arrival of these criminal groups has provoked a series of territorial disputes, which have aggravated the problem of public security in the states. One of the portraits of this dispute is a "ghost village" in Ceará, as reporter Gabriela Azevedo, from g1 Ceará, tells Natuza Nery in this episode. Gabriela visited this village in the city of Pacatuba, in the Metropolitan Region of Fortaleza. She tells what she saw on the spot and what she heard from residents expelled from the region. Then, Natuza talks with Professor Francisco Elionardo de Melo Nascimento, from the State University of Ceará. Executive coordinator of COVIO, the university's Laboratory for Studies on Conflictualities and Violence, Elionardo details how the expansion of organized crime in the region took place and explains how the expulsion of residents is a recurring practice in the territorial dispute with other criminal groups.
Original title: O poder das facções no Nordeste
Original description: Convidados: Gabriela Feitosa, repórter do g1 Ceará; e Francisco Elionardo de Melo Nascimento, professor e coordenador executivo do COVIO, o Laboratório de Estudos sobre Conflitualidades e Violência da Universidade Estadual do Ceará. As duas maiores facções criminosas do Brasil nasceram no Sudeste e, nas últimas décadas, se expandiram para outros Estados. Um raio-x feito pelo Ministério da Justiça mostra que mais da metade das organizações criminosas que atuam em território nacional está na região Nordeste, entre elas justamente o PCC e o Comando Vermelho, as duas maiores facções do país. A chegada desses grupos criminosos provocou uma série de disputas territoriais, que agravaram o problema da segurança pública nos estados. Um dos retratos desta disputa é uma “vila fantasma” no Ceará, como relata a Natuza Nery neste episódio a repórter Gabriela Feitosa, do g1 Ceará. Gabriela visitou esta vila na cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ela conta o que viu no local e o que ouviu de moradores expulsos da região. Depois, Natuza conversa com o professor Francisco Elionardo de Melo Nascimento, da Universidade Estadual do Ceará. Coordenador-executivo do COVIO, o Laboratório de Estudos sobre Conflitualidades e Violência da universidade, Elionardo detalha como se deu a expansão do crime organizado na região e explica como a expulsão de moradores é prática recorrente na disputa territorial com outros grupos criminosos.
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Ana Maria Gonçalves, the 1st Black woman in the ABLFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-11-03 03:16
Guest: Ana Maria Gonçalves, author of "A Color Defect". Next Friday (7th), writer Ana Maria Gonçalves will assume Chair No. 33 of the Brazilian Academy of Letters (ABL). The inauguration of the author of the book "A Color Defect" will be historic: for the first time a black woman will have a seat in the 128-year-old institution. On the eve of the event, Ana Maria Gonçalves talks with Natuza Nery. The author of the book that became a landmark of our contemporary culture discusses the place of black women in Brazilian literature. Ana Maria tells how the protagonist Kehinde was built, an African woman who survives the crossing of the Atlantic and the violence of slavery in Brazil. Kehinde was inspired by the life of Luísa Mahin, mother of the poet and lawyer Luiz Gama – a key figure in Brazilian abolitionism. In the conversation, Ana Maria discusses the differences between Brazil in 2006 – the year her main novel was published – and the country today. "A Color Defect" won the Casa de las Américas Prize in 2007, one of the most important in Latin America. In 2024, the book was the theme of the samba plot of the Portela samba school. Throughout the episode, excerpts from "A Color Defect" are read by journalist Maju Coutinho and actor Lázaro Ramos – he gives voice to stanzas of the poem "My Mother", by Luiz Gama, and letters written by the author.
Original title: Ana Maria Gonçalves, a 1ª mulher negra na ABL
Original description: Convidada: Ana Maria Gonçalves, autora de "Um defeito de cor". Na próxima sexta-feira (7), a escritora Ana Maria Gonçalves vai assumir a Cadeira n° 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL). A posse da autora do livro “Um defeito de cor” será histórica: pela primeira vez uma mulher negra terá assento na instituição de 128 anos. Às vésperas do evento, Ana Maria Gonçalves conversa com Natuza Nery. A autora do livro que se tornou um marco de nossa cultura contemporânea discute o lugar da mulher negra na literatura brasileira. Ana Maria conta como foi a construção da protagonista Kehinde, mulher africana que sobrevive à travessia do Atlântico e à violência da escravidão no Brasil. Kehinde foi inspirada na vida de Luísa Mahin, mãe do poeta e advogado Luiz Gama – figura-chave do abolicionismo brasileiro. Na conversa, Ana Maria discorre sobre as diferenças entre o Brasil de 2006 – ano em que seu principal romance foi publicado – e o país de hoje. "Um defeito de cor" venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, um dos mais importantes da América Latina. Em 2024, o livro foi tema do samba-enredo da escola de samba Portela. Ao longo do episódio, trechos de “Um defeito de cor” são lidos pela jornalista Maju Coutinho e pelo ator Lázaro Ramos – ele dá voz a estrofes do poema “Minha Mãe”, de Luiz Gama, e de cartas escritas pelo autor.
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How to combat organized crime?From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-31 03:17
Guests: Pierpaolo Bottini, lawyer and professor of Criminal Law at the USP Law School; and Rafael Alcadipani, professor at FGV and member of the Brazilian Public Security Forum. In Brazil, 28.5 million people live with organized crime in the neighborhood where they live. This is shown by a Datafolha survey commissioned by the Brazilian Public Security Forum, released on October 16. The data from this survey reveal that criminal factions and militias are present in the daily lives of 19% of Brazilians aged 16 or over – last year, this percentage was 14%. Data from the Ministry of Justice also indicate that 88 criminal factions operate in the country – the largest of these are the PCC and the CV. The mega-operation in Rio de Janeiro against Comando Vermelho, which ended with 121 deaths, including 4 police officers, exposes a question that has haunted the country for decades: how to combat organized crime? To answer this question, Natuza Nery receives two guests: Rafael Alcadipani and Pierpaolo Bottini and Rafael Alcadipani. Professor at FGV and member of the Brazilian Public Security Forum, Alcadipani indicates the pillars of this fight. The professor defends the professionalization of the police, the increase in the Justice system and the improvement in the articulation between the security forces. He points out the need to create an anti-mafia authority, with states and the federal government working together. Then, the conversation is with Pierpaolo Bottini, professor of Criminal Law at the USP Law School. Bottini draws attention to the effectiveness of economically suffocating criminal organizations. For him, it is only by limiting the financial flow of organized crime that it is possible to combat the factions.
Original title: Como combater o crime organizado?
Original description: Convidados: Pierpaolo Bottini, advogado e professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da USP; e Rafael Alcadipani, professor da FGV e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No Brasil, 28,5 milhões de pessoas convivem com o crime organizado no bairro onde moram. É o que mostra uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada no dia 16 de outubro. Os dados dessa pesquisa revelam que facções criminosas e milícias estão presentes no cotidiano de 19% dos brasileiros com 16 anos ou mais – no ano passado, esse percentual era de 14%. Dados do Ministério da Justiça indicam também que 88 facções criminosas atuam no país – as maiores delas são o PCC e o CV. A megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que acabou com 121 mortos, entre eles 4 policiais, expõe uma questão que persegue o país há décadas: como combater o crime organizado? Para responder a esta pergunta, Natuza Nery recebe dois convidados: Rafael Alcadipani e Pierpaolo Bottini e Rafael Alcadipani. Professor da FGV e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Alcadipani sinaliza quais os pilares desse combate. O professor defende a profissionalização das polícias, o incremento do sistema de Justiça e a melhoraria na articulação entre as forças de segurança. Ele aponta a necessidade da criação de uma autoridade antimáfia, com estados e governo federal trabalhando juntos. Depois, a conversa é com Pierpaolo Bottini, professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da USP. Bottini chama atenção para a eficácia de asfixiar economicamente as organizações criminosas. Para ele, só limitando o fluxo financeiro do crime organizado é possível combater as facções.
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Politics and public safety in RioFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-30 03:17
Guests: Ricardo Balestreri, coordinator of the Center for Social Urbanism and Public Security at Insper Cidades; and Bernardo Mello Franco, columnist for the newspaper O Globo and commentator for CBN radio. An image marked the day after the deadliest operation in the history of Rio de Janeiro. Dozens of bodies lined up were placed by residents in a square in the Penha Complex, in the North Zone of Rio. With the bodies removed from the forest, the number of deaths in the mega-operation against Comando Vermelho jumped to 121 – including 4 police officers. For the governor of Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), the mega-operation was “a success”. The day after the operation also revealed details of how the police conducted the action: traffickers were attracted to the top of the forest, in a kind of “Bope wall”, as the police detailed. Also on Wednesday (29), the Minister of Justice met with the governor of Rio, and new political clashes over public security were recorded between the federal and state governments. In this episode, Natuza Nery receives Ricardo Balestreri, coordinator of the Center for Social Urbanism and Public Security at Insper Cidades. He analyzes the statements of Cláudio Castro and the strategy adopted by the Rio police in the operation last Tuesday. Balestreri reinforces the need for joint action between all entities of the federation in the fight against organized crime. Afterwards, Natuza talks with journalist Bernardo Mello Franco to explain what answers Cláudio Castro gave about the actions of the security forces and how politics and police mix in Rio de Janeiro. Bernardo also assesses the conduct of the federal government in the case and what kind of impact this type of conflict has on the conduct of public security policies - a topic that most worries the Brazilian population.
Original title: A política e a segurança pública no Rio
Original description: Convidados: Ricardo Balestreri, coordenador do Núcleo de Urbanismo Social e Segurança Pública do Insper Cidades; e Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e comentarista da rádio CBN. Uma imagem marcou o dia seguinte à operação mais letal da história do Rio de Janeiro. Dezenas de corpos enfileirados foram colocados por moradores em uma praça do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Com os corpos retirados da mata, o número de mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho saltou para 121 – entre eles, 4 policiais. Para o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), a megaoperação foi “um sucesso”. O dia seguinte à operação revelou também detalhes de como a polícia conduziu a ação: traficantes foram atraídos para o topo da mata, em uma espécie de “muro do Bope”, como detalhou a polícia. Também na quarta-feira (29), o ministro da Justiça se reuniu com o governador do Rio, e novos embates políticos sobre a segurança pública foram registrados entre os governos federal e do Estado. Neste episódio, Natuza Nery recebe Ricardo Balestreri, coordenador do Núcleo de Urbanismo Social e Segurança Pública do Insper Cidades. É ele quem analisa as declarações de Cláudio Castro e a estratégia adotada pela polícia do Rio na operação da última terça-feira. Balestreri reforça a necessidade de atuação conjunta entre todos os entes da federação no combate ao crime organizado. Depois, Natuza conversa com o jornalista Bernardo Mello Franco para explicar quais foram as respostas dadas por Cláudio Castro sobre a atuação das forças de segurança e como política e polícia se misturam no Rio de Janeiro. Bernardo avalia também a condução do governo federal no caso e que tipo de impacto esse tipo de conflito tem na condução das políticas de segurança pública - tema que mais preocupa a população brasileira.
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The war in Rio.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-29 03:18
Convidados: Henrique Coelho, repórter do g1 Rio; e Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. A megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha terminou com mais de 60 mortos. Uma guerra entre policiais e traficantes, que se transformou na operação mais letal da história do Rio de Janeiro. Durante a operação - iniciada ainda na madrugada da terça-feira na Zona Norte do Rio -, bandidos espalharam barricadas pela cidade. Na ofensiva contra policiais, criminosos lançaram drones com bombas e usaram armamento de guerra: mais de 90 fuzis foram apreendidos. A terça-feira de caos no Rio de Janeiro expôs a capacidade bélica das facções. Um estudo do Instituto Sou da Paz calcula que, só no ano de 2023, 1.655 fuzis foram apreendidos na região Sudeste - berço das principais organizações criminosas do Brasil. Neste episódio, Natuza Nery recebe Henrique Coelho, repórter do g1 Rio, para relatar como foi o dia de caos na capital fluminense. Henrique explica as particularidades geográficas dos complexos do Alemão e da Penha, onde o Comando Vermelho tem raízes. Ele fala também sobre como a operação se transformou em motivo de desavença entre o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), e o governo federal. Depois, Natuza conversa com Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. Carolina traça um retrato do tipo de armamento que está sob o poder de facções criminosas – e explica o caminho que elas fazem até chegar às mãos do crime. E conclui que tipo de medidas é preciso tomar para que armamentos de guerra não circulem no país.
Original title: A guerra no Rio
Original description: Convidados: Henrique Coelho, repórter do g1 Rio; e Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. A megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha terminou com mais de 60 mortos. Uma guerra entre policiais e traficantes, que se transformou na operação mais letal da história do Rio de Janeiro. Durante a operação - iniciada ainda na madrugada da terça-feira na Zona Norte do Rio -, bandidos espalharam barricadas pela cidade. Na ofensiva contra policiais, criminosos lançaram drones com bombas e usaram armamento de guerra: mais de 90 fuzis foram apreendidos. A terça-feira de caos no Rio de Janeiro expôs a capacidade bélica das facções. Um estudo do Instituto Sou da Paz calcula que, só no ano de 2023, 1.655 fuzis foram apreendidos na região Sudeste - berço das principais organizações criminosas do Brasil. Neste episódio, Natuza Nery recebe Henrique Coelho, repórter do g1 Rio, para relatar como foi o dia de caos na capital fluminense. Henrique explica as particularidades geográficas dos complexos do Alemão e da Penha, onde o Comando Vermelho tem raízes. Ele fala também sobre como a operação se transformou em motivo de desavença entre o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), e o governo federal. Depois, Natuza conversa com Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. Carolina traça um retrato do tipo de armamento que está sob o poder de facções criminosas – e explica o caminho que elas fazem até chegar às mãos do crime. E conclui que tipo de medidas é preciso tomar para que armamentos de guerra não circulem no país.
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Lula with Trump, and the construction of an agreementFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-28 03:17
Guest: Matias Spektor, professor at the School of International Relations of the Getulio Vargas Foundation of São Paulo. A day after meeting in Malaysia, the presidents of Brazil and the USA set the tone for the meeting. Lula was confident and said that the two countries should close an agreement on tariffs. On the other side, Trump said he doesn't know if anything will happen. This Monday (27th), Trump also wished Lula a happy 80th birthday and praised the Brazilian president. The meeting between the two illustrates a relaxation in the relationship between Brazil and the USA, but it does not yet represent a definitive solution to the tariff imposed by Trump on Brazilian products. In conversation with Natuza Nery in this episode, Professor Matias Spektor explains what happens from now on and what is on the negotiating table, which officially started this Monday. Professor of International Relations at FGV-SP, Spektor answers what still needs to be done so that Brazilian products are no longer taxed at 50%: "this process will take months, but the direction is very positive for Brazil," he says. He analyzes the political reflections - both for Lula and Trump - of the rapprochement between the two presidents.
Original title: Lula com Trump, e a construção de um acordo
Original description: Convidado: Matias Spektor, professor titular da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Um dia depois de se reunirem na Malásia, os presidentes do Brasil e dos EUA deram o tom de como foi o encontro. Lula se mostrou confiante e disse que os dois países devem fechar um acordo sobre as tarifas. Do outro lado, Trump afirmou que não sabe se algo vai acontecer. Nesta segunda-feira (27), Trump também desejou feliz aniversário pelos 80 anos de Lula e fez elogios ao presidente brasileiro. A reunião entre os dois ilustra uma distensão na relação entre Brasil e EUA, mas ainda não representa uma solução definitiva para o tarifaço imposto por Trump aos produtos brasileiros. Em conversa com Natuza Nery neste episódio, o professor Matias Spektor explica o que acontece a partir de agora e o que está na mesa de negociações, que começaram oficialmente nesta segunda-feira. Professor de Relações Internacionais da FGV-SP, Spektor responde o que ainda precisa ser feito para que os produtos brasileiros deixem de ser taxados em 50%: “esse processo vai levar meses, mas a direção é muito positiva para o Brasil”, diz. Ele analisa os reflexos políticos - tanto para Lula quanto para Trump - da aproximação entre os dois presidentes.
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Resistência ucraniana e pressão contra a RússiaFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-27 03:17
Guest: Fabrício Vitorino, journalist, master in Russian culture from USP and PhD candidate in International Relations at UFSC. In the geopolitical arena, new movements may compromise Vladimir Putin's objectives. Last week, after Donald Trump canceled a meeting with the Russian president, the US sanctioned the country's two largest oil companies. Subsequently, the European Union announced a new round of sanctions against Russia, including a threat to confiscate around 140 billion euros to compensate Ukraine. On the war front, Moscow's offensives continue with more force than before. This is what journalist and Russian culture expert Fabrício Vitorino saw firsthand. Guest of Natuza Nery in this episode, Fabrício traveled through a large part of Ukrainian territory in October. He reports the hours of tension he experienced during the biggest bombing suffered by Lviv, a city in western Ukraine — a region not even claimed by Moscow. Fabrício also recounts the forms of resistance expressed by the population of Odessa, in the south, where Russian attacks have become routine. Finally, he analyzes the possible next steps of Trump, Putin and Zelensky in the search for a ceasefire agreement.
Original title: A resistência ucraniana e a pressão contra a Rússia
Original description: Convidado: Fabrício Vitorino, jornalista, mestre em cultura russa pela USP e doutorando em Relações Internacionais pela UFSC. No tabuleiro da geopolítica, novos movimentos podem comprometer os objetivos de Vladimir Putin. Na última semana, depois que Donald Trump cancelou um encontro com o presidente russo, os EUA sancionaram as duas maiores companhias de petróleo do país. Na sequência, a União Europeia anunciou nova rodada de sanções contra a Rússia, inclusive com ameaça de confiscar cerca de 140 bilhões de euros para indenizar a Ucrânia. Já no front de guerra, as ofensivas de Moscou seguem com mais força que antes. Foi o que viu in loco o jornalista e especialista em cultura russa Fabrício Vitorino. Convidado de Natuza Nery neste episódio, Fabrício circulou por grande parte do território ucraniano em outubro. Ele relata as horas de tensão que viveu durante o maior bombardeio sofrido por Lviv, cidade que fica no oeste da Ucrânia — uma região que sequer é reivindicada por Moscou. Fabrício conta também as formas de resistência expressadas pela população de Odessa, no sul, onde os ataques russos já se tornaram rotina. Por fim, ele analisa os possíveis próximos passos de Trump, Putin e Zelensky na busca por um acordo de cessar-fogo.
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O assassinato de Vladimir Herzog, 50 anos depois.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-24 03:17
Guests: Ivo Herzog, son of Vladimir Herzog, founder and president of the Vladimir Herzog Institute Council; and Rogério Sottili, executive director of the Vladimir Herzog Institute. October 24, 1975, a Friday: journalist Vladimir Herzog, then director of the journalism department at TV Cultura, was summoned by agents of the military dictatorship to testify about his relationship with the Brazilian Communist Party. Vlado, who had no connection with the party, voluntarily presented himself the next morning at the DOI-Codi in Vila Mariana, São Paulo. On the afternoon of October 25, Vlado was dead. The regime, then in the hands of Ernesto Geisel, tried to cover up the crime with a lie. The allegation was that Vlado had committed suicide. His wife, Clarice, always denied it. The staged photo of the journalist's body — with a belt around his neck, knees bent and feet touching the ground — became a symbol of the State's brutality during the dictatorship. On the 50th anniversary of Vladimir Herzog's death, Natuza Nery talks with Ivo Herzog, the journalist's son and director of the institute that bears his father's name. Ivo, who was 9 years old when his father was tortured and killed, recalls the day Vlado was summoned by the dictatorship and what happened soon after his death. Ivo talks about the role of the families of victims in the struggle for justice for the disappeared and murdered during the dictatorship. Afterwards, the conversation is with Rogério Sottili, executive director of the Vladimir Herzog Institute.
Original title: O assassinato de Vladimir Herzog, 50 anos depois
Original description: Convidados: Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, fundador e presidente do Conselho do Instituto Vladimir Herzog; e Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog. 24 de outubro de 1975, uma sexta-feira: o jornalista Vladimir Herzog, então diretor do departamento de jornalismo da TV Cultura, foi convocado por agentes da ditadura militar a depor sobre sua relação com o Partido Comunista Brasileiro. Vlado, que não tinha relação com o partido, se apresentou voluntariamente na manhã do dia seguinte no DOI-Codi da Vila Mariana, em São Paulo. Na tarde do dia 25 de outubro, Vlado estava morto. O regime, à época nas mãos de Ernesto Geisel, tentou encobrir o crime com uma mentira. A alegação era de que Vlado tinha cometido suicídio. A esposa dele, Clarice, sempre negou. A foto encenada do corpo do jornalista — com um cinto no pescoço, joelhos dobrados e os pés tocando o chão — tornou-se símbolo da brutalidade do Estado na ditadura. Nos 50 anos da morte de Vladimir Herzog, Natuza Nery conversa com Ivo Herzog, filho do jornalista e diretor do instituto que leva o nome de seu pai. Ivo, que tinha 9 anos quando o pai foi torturado e morto, relembra o dia em que Vlado foi convocado pela ditadura e o que se passou logo após sua morte. Ivo fala do papel das famílias de vítimas na luta por justiça pelos desaparecidos e assassinados na ditadura. Depois, a conversa é com Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog.
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Geração Z protestsFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-23 03:17
Guest: Oliver Stuenkel, FGV International Relations professor, Harvard University and Carnegie Endowment researcher. Nepal, Madagascar, Kenya, Morocco, Peru, Indonesia... Demonstrations led by Generation Z youth – born from mid-1990s to early 2010s – have spread worldwide. In Nepal and Madagascar, the wave of demonstrations overthrew the governments. In Peru, the newly appointed president decreed 30 days of emergency amidst the wave of violence. Motivated by different reasons, all these protests have a massive presence of young people dissatisfied with the political and economic elites, in a scenario of "palpable pessimism" that drives mobilizations. This is what Oliver Stuenkel explains in conversation with Natuza Nery in this episode. Oliver talks about how Generation Z perceives that political elites are "disconnected" from the real problems of the population's daily life. Professor of International Relations at FGV, researcher at Harvard University and the Carnegie Endowment, in the USA, Oliver assesses what unites these young people in different parts of the world. "They all have common agendas, which explains the use of similar symbols," he says, citing the use of the pirate flag from the anime series "One Piece." Oliver highlights the fundamental role of social media in the organization and spread of protests. And he reflects on the risk of authoritarian advancement, citing the case of Madagascar, where the demonstrations overthrew the government, but an Army colonel took power.
Original title: Os protestos da geração Z
Original description: Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV, pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment. Nepal, Madagascar, Quênia, Marrocos, Peru, Indonésia... Manifestações lideradas por jovens da geração Z – nascidos da metade de 1990 até o início da década de 2010 - têm se espalhado pelo mundo. No Nepal e em Madagascar, a onda de manifestações derrubou os governos. No Peru, o presidente recém-empossado decretou 30 dias de emergência em meio à onda de violência. Motivados por diferentes razões, todos estes protestos têm presença maciça de jovens descontentes com as elites políticas e econômicas, em um cenário de “pessimismo palpável” que impulsiona mobilizações. É o que explica Oliver Stuenkel em conversa com Natuza Nery neste episódio. Oliver fala como a geração Z tem a percepção de que as elites políticas estão “desconectadas” dos problemas reais do dia a dia da população. Professor de Relações Internacionais da FGV, pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment, nos EUA, Oliver avalia o que une esses jovens em diferentes pontos do mundo. “Todos eles têm pautas em comum, o que explica o uso de símbolos parecidos”, diz, ao citar o uso da bandeira pirata da série de anime “One Piece”. Oliver destaca o papel fundamental das redes sociais para a organização e espalhamento dos protestos. E reflete sobre o risco de avanço autoritário, ao citar o caso de Madagascar, onde as manifestações derrubaram o governo, mas um coronel do Exército assumiu o poder.
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The anatomy of patches.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-22 03:17
Guest: Thiago Faria, policy coordinator for the O Globo newspaper in Brasília. In December 2022, the Supreme Court ended the rapporteur's amendments. Since then, another type of parliamentary amendment has gained prominence: PIX amendments. In this type of amendment, local governments and municipalities indicated by parliamentarians receive money from Union resources directly into their accounts. According to the Comptroller General of the Union (CGU), the amount transferred to local governments and municipalities through PIX amendments grew almost 13 times between 2020 and 2024. This year, out of a total of R$50 billion in parliamentary amendments, almost R$8 billion were allocated to this modality – money that is even more difficult to track. This Thursday (23), the STF will hold a public hearing in which Congress needs to explain whether it has managed to increase the transparency and traceability of these amendments. In this episode, Natuza Nery receives journalist Thiago Faria, policy coordinator for the O Globo newspaper in Brasília. Author of a report entitled "The amendment disappeared," Thiago recounts what he discovered while investigating the fate of parliamentary amendments across the country. He explains how billions of reais are "scattered" into bank accounts of various municipalities. The journalist recounts what he heard from residents, mayors and parliamentarians about the money that should be spent on works and benefits for the population. He cites the case of the city of Zabelê, in Paraíba, a city of just over 2,000 inhabitants that received R$3 million in 2023 for the construction of a park: "today the park does not exist, and the money has disappeared," he says.
Original title: A anatomia das emendas
Original description: Convidado: Thiago Faria, coordenador de política do jornal O Globo em Brasília. Em dezembro de 2022, o Supremo colocou fim às emendas do relator. Desde então, uma outra modalidade de emenda parlamentar ganhou protagonismo: as emendas PIX. Neste tipo de emenda, governos locais e municípios indicados por parlamentares recebem, direto na conta, dinheiro de recursos da União. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), o valor repassado a governos locais e prefeituras por meio das emendas PIX cresceu quase 13 vezes entre 2020 e 2024. Neste ano, de um total de R$ 50 bilhões em emendas parlamentares, quase R$ 8 bilhões foram destinadas nesta modalidade – um dinheiro ainda mais difícil de rastrear. Nesta quinta-feira (23), o STF terá uma audiência pública na qual o Congresso precisa explicar se conseguiu ampliar a transparência e a rastreabilidade dessas emendas. Neste episódio, Natuza Nery recebe o jornalista Thiago Faria, coordenador de política do jornal O Globo em Brasília. Autor de uma reportagem com o título “A emenda sumiu”, Thiago relata o que descobriu ao investigar o destino de emendas parlamentares pelo país. Ele explica como bilhões de reais são “pulverizados” em contas bancárias de diversos municípios. O jornalista conta o que ouviu de moradores, prefeitos e parlamentares sobre o dinheiro que deveria ser gasto em obras e benefícios para a população. Ele cita o caso da cidade de Zabelê, na Paraíba, cidade de pouco mais de 2 mil habitantes que recebeu R$ 3 milhões em 2023 para a construção de um parque: “hoje o parque não existe, e o dinheiro sumiu”, conta.
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Protests challenging TrumpFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-21 03:16
Guest: Mauricio Moura, founder of the IDEIA Research Institute and Professor at George Washington University. Under the motto “No Kings,” millions of protesters took to the streets in over 2,600 US cities last Saturday. An estimated 10 million people participated in the protests – marked by the presence of children and families, and with protesters even wearing costumes. Participants criticize what they see as a shift towards authoritarianism in President Donald Trump's administration. In response, Trump posted an artificially intelligent video mocking the protesters. In the video, the president appeared wearing a crown and piloting a plane with the words "King Trump". The president's party downplayed the acts and stated that they are "anti-American". This was the third mass mobilization since Trump's return to the White House, and occurred amid a government shutdown. In addition to having federal services closed, the US is experiencing a test of the balance of powers. In this episode, Natuza Nery receives Mauricio Moura, founder of the IDEIA Research Institute and professor at George Washington University. Mauricio assesses the scope of the latest protests against Trump and answers what is the degree of governability of the American president with his current level of popularity.
Original title: Os protestos que desafiam Trump
Original description: Convidado: Mauricio Moura, fundador do Instituto de Pesquisa IDEIA e Professor da Universidade George Washington. Com o lema “No Kings” (Sem Reis, na tradução livre), milhões de manifestantes tomaram ruas de mais de 2.600 cidades dos EUA no último sábado. A estimativa é de que até 10 milhões de pessoas participaram dos protestos – marcados pela presença de crianças e famílias, e com manifestantes vestindo até fantasias. Os participantes criticam o que veem como uma guinada ao autoritarismo na gestão do presidente Donald Trump. Em resposta, Trump postou um vídeo feito com inteligência artificial zombando dos manifestantes. No vídeo, o presidente aparecia usando uma coroa e pilotando um avião com os dizeres “King Trump” (“Rei Trump”). O partido do presidente minimizou os atos e afirmou que eles são “antiamericanos”. Esta foi a terceira mobilização em massa desde a volta de Trump à Casa Branca, e ocorreu em meio a uma paralisação do governo. Além de estar com os serviços federais fechados, os EUA convivem com um teste de equilíbrio de poderes. Neste episódio, Natuza Nery recebe Mauricio Moura, fundador do Instituto de Pesquisa IDEIA e professor da Universidade George Washington. Mauricio avalia a dimensão dos mais recentes protestos contra Trump e responde qual é o grau de governabilidade do presidente americano com seu atual nível de popularidade.