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Reducing inequality and Brazil's challenges.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-20 03:17
Guest: Marcelo Neri, economist and director of FGV Social. Income inequality in Brazil reached its lowest level in history in 2024, according to IBGE data. Also last year, the average income of Brazilians increased. Between 2022 and 2024, 17 million Brazilians escaped poverty. These positive data are joined by others: in addition to the average income of Brazilians having increased, the country left the UN hunger map after 3 years. Despite the positive results, there is still a long way to go. For 77% of Brazilians, the country is still very unequal. In 2024, the richest 1% of the country's population had an average income 30.5 times higher than the poorest half of the population. Numbers that reveal a structural inequality. To analyze what the indicators reveal about the current status of Brazilian inequality, Victor Boyadjian listens to economist Marcelo Neri. Director of FGV Social, Neri outlines the set of factors that led to the improvement of the Brazilian scenario. "Objective data show that income has never been so high. Poverty has never been so low," he says. Marcelo answers what role the improvement of the labor market and the income of Brazilians played in the recent results and what needs to be done for Brazil to escape the paradox of being an unequal country. "Growth is fundamental. But it is necessary to combat inequality using the instruments we have," he says, citing Bolsa Família and other social programs. And he concludes: "if we implement policies to combat [poverty], inequality will fall".
Original title: A redução da desigualdade e os desafios do Brasil
Original description: Convidado: Marcelo Neri, economista e diretor do FGV Social. A desigualdade de renda no Brasil atingiu o menor nível da história em 2024, segundo dados do IBGE. Também no ano passado, o rendimento médio do brasileiro aumentou. Entre 2022 e 2024, 17 milhões de brasileiros saíram da situação de pobreza. A estes dados se somam outros positivos: além de a renda média do brasileiro ter aumentado, o país deixou o mapa da fome da ONU depois de 3 anos. Apesar dos resultados positivos, ainda há um longo caminho a percorrer. Para 77% dos brasileiros, o país ainda é muito desigual. Em 2024, 1% da população mais rica do país tinha rendimento médio 30,5 vezes superior à metade da população mais pobre. Números que revelam uma desigualdade estrutural. Para analisar o que os indicadores revelam sobre o atual status da desigualdade brasileira, Victor Boyadjian ouve o economista Marcelo Neri. Diretor do FGV Social, Neri desenha o conjunto de fatores que levaram à melhora do cenário brasileiro. “Os dados objetivos mostram que a renda nunca esteve tão alta. A pobreza nunca esteve tão baixa”, diz. Marcelo responde qual o papel da melhora do mercado de trabalho e da renda do brasileiro nos resultados recentes e o que é preciso fazer para o Brasil sair do paradoxo de ser um país desigual. “Crescimento é fundamental. Mas é preciso combater a desigualdade usando os instrumentos que a gente tem”, afirma, citando o Bolsa Família e outros programas sociais. E conclui: "se a gente fizer política de combate [à pobreza], a desigualdade cai”.
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Brazil-US meeting and the Venezuela factor.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-17 03:17
Convidado: Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly e analista político especializado em América Latina. A portas fechadas, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se reuniu nesta quinta-feira (16) em Washington com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O encontro na Casa Branca durou cerca de 1h15 e resultou em uma “conversa muito produtiva”, segundo Mauro Vieira afirmou em pronunciamento. O tarifaço de 50% dos Estados Unidos a produtos brasileiros foi um dos principais temas, segundo o ministro de Relações Exteriores. O ministro afirmou que “prevaleceu uma atitude construtiva” na reunião, marcada por um tom de cooperação e respeito mútuo. O encontro aconteceu na semana seguinte ao telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, e foi interpretado como um passo na tentativa de distensão entre Brasil e Estados Unidos. Em conversa com Natuza Nery pouco após o encontro acabar, Brian Winter, analista político especializado em América Latina, explica o momento da relação entre os dois países. Editor-chefe da revista Americas Quarterly, Brian avalia que a reserva de terras raras do Brasil, a segunda maior do mundo, pode ser um ponto de unidade entre os dois países. Brian também responde como a ameaça de Trump de atacar a Venezuela esbarra no Brasil, e quais as consequências para a América Latina. Nesta semana, o presidente dos EUA confirmou ter autorizado operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) na Venezuela de Nicolás Maduro e disse estudar ataques terrestres contra cartéis de drogas em solo venezuelano. Guest: Brian Winter, editor-in-chief of Americas Quarterly magazine and political analyst specializing in Latin America. Behind closed doors, Brazil's Foreign Minister Mauro Vieira met this Thursday (16th) in Washington with US Secretary of State Marco Rubio. The meeting at the White House lasted about 1 hour and 15 minutes and resulted in a "very productive conversation," according to Mauro Vieira in a statement. The United States' 50% tariff increase on Brazilian products was one of the main topics, according to the Foreign Minister. The minister stated that "a constructive attitude prevailed" at the meeting, marked by a tone of cooperation and mutual respect. The meeting took place the week after the phone call between Presidents Luiz Inácio Lula da Silva and Donald Trump, and was interpreted as a step in the attempt to ease tensions between Brazil and the United States. In a conversation with Natuza Nery shortly after the meeting ended, Brian Winter, a political analyst specializing in Latin America, explains the current state of relations between the two countries. Editor-in-chief of Americas Quarterly magazine, Brian believes that Brazil's rare earth reserves, the second largest in the world, could be a point of unity between the two countries. Brian also answers how Trump's threat to attack Venezuela affects Brazil, and what the consequences are for Latin America. This week, the US president confirmed that he had authorized secret operations by the Central Intelligence Agency (CIA) in Nicolás Maduro's Venezuela and said he was studying ground attacks against drug cartels on Venezuelan soil.
Original title: O encontro Brasil-EUA e o fator Venezuela
Original description: Convidado: Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly e analista político especializado em América Latina. A portas fechadas, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se reuniu nesta quinta-feira (16) em Washington com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O encontro na Casa Branca durou cerca de 1h15 e resultou em uma “conversa muito produtiva”, segundo Mauro Vieira afirmou em pronunciamento. O tarifaço de 50% dos Estados Unidos a produtos brasileiros foi um dos principais temas, segundo o ministro de Relações Exteriores. O ministro afirmou que “prevaleceu uma atitude construtiva” na reunião, marcada por um tom de cooperação e respeito mútuo. O encontro aconteceu na semana seguinte ao telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, e foi interpretado como um passo na tentativa de distensão entre Brasil e Estados Unidos. Em conversa com Natuza Nery pouco após o encontro acabar, Brian Winter, analista político especializado em América Latina, explica o momento da relação entre os dois países. Editor-chefe da revista Americas Quarterly, Brian avalia que a reserva de terras raras do Brasil, a segunda maior do mundo, pode ser um ponto de unidade entre os dois países. Brian também responde como a ameaça de Trump de atacar a Venezuela esbarra no Brasil, e quais as consequências para a América Latina. Nesta semana, o presidente dos EUA confirmou ter autorizado operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) na Venezuela de Nicolás Maduro e disse estudar ataques terrestres contra cartéis de drogas em solo venezuelano.
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The shift in the relationship between the government and the Centrão.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-16 03:17
Convidados: Guilherme Balza, GloboNews Brasília; Cláudio Couto, FGV-SP. Planalto derrotado na Câmara. Centrão votou contra. Governo demite indicados do Centrão. Natuza Nery entrevista Guilherme Balza sobre as demissões. Ele explica o cálculo do governo. Depois, Cláudio Couto explica "governo congressual" e analisa a retaliação.
Original title: A virada na relação entre governo e Centrão
Original description: Convidados: Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília; e Cláudio Couto, cientista político e professor da FGV-SP. Na semana passada, o Planalto sofreu uma derrota na Câmara após os deputados retirarem da pauta uma Medida Provisória que ajudaria o governo a cumprir a meta fiscal do próximo ano. Um revés que teve a participação da base aliada – parlamentares do Centrão votaram contra os interesses do governo. Passado para trás e fortalecido pelas últimas pesquisas de opinião, o governo resolveu adotar uma medida: deu início a uma série de demissões em cargos comissionados cujos indicados são patrocinados por partidos do Centrão. A ideia é tirar das mãos dos “infieis” vagas do chamado “segundo escalão’. Para contar os bastidores das demissões, Natuza Nery conversa com Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília. Ele explica qual o cálculo do governo para tirar cargos de segundo escalão das mãos do Centrão justamente neste momento. Depois, a conversa é com Cláudio Couto, cientista político e professor da FGV de São Paulo na Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo). Cláudio explica o conceito de “governo congressual”, usado por ele para explicar o jogo de forças entre Executivo e Legislativo. E analisa qual o grau de ineditismo da retaliação adotada pelo Planalto após ser traído por parlamentares de sua base aliada.
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IA na educação: desafios e oportunidades.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-15 03:17
Guests: Nara Fernandes de Oliveira, public school teacher from RJ, and Paulo Blikstein, associate professor at the School of Education and Director of the Lemann Center for Brazilian Studies at Columbia University (USA). More than half of Brazilian teachers say they have incorporated artificial intelligence into their work routine. This is according to a survey released by the OECD (Organization for Economic Cooperation and Development) in early October: 56% of teachers in the country use technology to prepare classes and seek new forms of teaching — an index 20 percentage points above the average of developed countries. The data reinforces how, even in a scenario of technological inequality, AI was quickly absorbed into educational practices. An advance that is accompanied by obstacles. The same survey indicates that 64% of teachers say they do not have the knowledge or skills necessary to use AI tools, and six out of ten say that the schools where they work lack adequate infrastructure to deal with this type of tool. In this episode, Victor Boyadjian talks with Nara Fernandes de Oliveira, a teacher who explains how artificial intelligence has already changed the way she prepares classes. Nara, who teaches at the Barão de Tefé State College, in Seropédica (RJ), gives examples of how artificial intelligence is being used, in practice, in the classroom and in the relationship with students. And what are the challenges she faces. On this Teachers' Day, Nara answers whether she fears for the future of the profession from the use of this type of technology. To explain how AI can support the learning process without replacing students' cognitive effort, Victor receives Paulo Blikstein, associate professor at the School of Education and director of the Lemann Center for Brazilian Studies at Columbia University. He details how artificial intelligence can be used to develop essential skills in teaching.
Original title: IA na educação: desafios e oportunidades
Original description: Convidados: Nara Fernandes de Oliveira, professora da rede pública do RJ, e Paulo Blikstein, professor livre-docente da Escola de Educação e Diretor do Centro Lemann de Estudos Brasileiros da Universidade de Columbia (EUA). Mais da metade dos professores brasileiros diz ter incorporado a inteligência artificial à rotina de trabalho. É o que mostra uma pesquisa divulgada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) no início de outubro: 56% dos docentes no país usam a tecnologia para preparar aulas e buscar novas formas de ensino — um índice 20 pontos percentuais acima da média dos países desenvolvidos. O dado reforça como, mesmo em um cenário de desigualdade tecnológica, a IA foi rapidamente absorvida em práticas educacionais. Um avanço que vem acompanhado de obstáculos. A mesma pesquisa aponta que 64% dos professores afirmam não ter o conhecimento nem as habilidades necessárias para usar ferramentas de IA, e seis em cada dez dizem que as escolas onde trabalham carecem de infraestrutura adequada para lidar com esse tipo de ferramenta. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com Nara Fernandes de Oliveira, professa que explica como a inteligência artificial já mudou a maneira como ela prepara aulas. Nara, que leciona no Colégio Estadual Barão de Tefé, em Seropédica (RJ), dá exemplos de como a inteligência artificial está sendo usada, na prática, em sala e na relação com os alunos. E quais são os desafios com os quais ela se depara. Neste dia dos professores, Nara responde se ela teme pelo futuro da profissão a partir do uso desse tipo de tecnologia. Para explicar como a IA pode apoiar o processo de aprendizado sem substituir o esforço cognitivo dos estudantes, Victor recebe Paulo Blikstein, professor livre-docente da Escola de Educação e diretor do Centro Lemann de Estudos Brasileiros da Universidade de Columbia. Ele detalha de que forma a inteligência artificial pode ser usada para desenvolver habilidades essenciais no ensino.
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The release of the hostages and the reconstruction of GazaFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-14 03:20
Convidados: Murilo Salviano, correspondente da TV Globo na Europa e enviado especial ao Oriente Médio. Ele conversa com Natuza Nery direto de Jerusalém. E Hussein Ali Kalout, cientista político, pesquisador da Universidade Harvard e conselheiro do CEBRI, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais. O dia 13 de outubro de 2025 marcou a libertação dos últimos 20 reféns israelenses que ainda eram mantidos vivos pelo grupo terrorista Hamas. Nesta segunda-feira, eles foram soltos após mais de 700 dias de cativeiro – ainda há expectativa para a devolução dos corpos de outros mais 20 reféns mortos. A libertação é parte do acordo que fez Israel liberar quase 2 mil presos palestinos. No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, discursou no parlamento de Israel e falou em “fim da era do terror e da morte”. Depois, Trump embarcou para o Egito, onde assinou um cessar-fogo para Gaza junto com outros líderes árabes - sem representantes de Israel e do Hamas. O plano dá início a uma nova fase para um plano de paz na região e a reconstrução de Gaza depois de dois anos de uma guerra que matou mais de 60 mil palestinos. Trump afirmou que a segunda etapa do acordo já começou. Enviado especial da Globo para o Oriente Médio, o correspondente Murilo Salviano relata a Natuza Nery o que viu no dia considerado histórico pelos dois lados do conflito. Direto de Jerusalém, Murilo conta como o momento é de “alívio” para israelenses e palestinos. Ele descreve a situação em Israel e o que ouviu de palestinos sobre a promessa de pausa neste conflito histórico. Depois, Natuza conversa com Hussein Ali Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Kalout, que também é pesquisador da Universidade Harvard, analisa o acordo anunciado por Trump – e os significados de o texto ter sido assinado com outros líderes árabes, sem a presença de Netanyahu e do Hamas. Ele explica qual é o grande desafio para a reconstrução da Faixa de Gaza, onde itens básicos, como água e comida, são escassos para uma população devastada pela guerra.
Original title: A libertação dos reféns e a reconstrução de Gaza
Original description: Convidados: Murilo Salviano, correspondente da TV Globo na Europa e enviado especial ao Oriente Médio. Ele conversa com Natuza Nery direto de Jerusalém. E Hussein Ali Kalout, cientista político, pesquisador da Universidade Harvard e conselheiro do CEBRI, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais. O dia 13 de outubro de 2025 marcou a libertação dos últimos 20 reféns israelenses que ainda eram mantidos vivos pelo grupo terrorista Hamas. Nesta segunda-feira, eles foram soltos após mais de 700 dias de cativeiro – ainda há expectativa para a devolução dos corpos de outros mais 20 reféns mortos. A libertação é parte do acordo que fez Israel liberar quase 2 mil presos palestinos. No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, discursou no parlamento de Israel e falou em “fim da era do terror e da morte”. Depois, Trump embarcou para o Egito, onde assinou um cessar-fogo para Gaza junto com outros líderes árabes - sem representantes de Israel e do Hamas. O plano dá início a uma nova fase para um plano de paz na região e a reconstrução de Gaza depois de dois anos de uma guerra que matou mais de 60 mil palestinos. Trump afirmou que a segunda etapa do acordo já começou. Enviado especial da Globo para o Oriente Médio, o correspondente Murilo Salviano relata a Natuza Nery o que viu no dia considerado histórico pelos dois lados do conflito. Direto de Jerusalém, Murilo conta como o momento é de “alívio” para israelenses e palestinos. Ele descreve a situação em Israel e o que ouviu de palestinos sobre a promessa de pausa neste conflito histórico. Depois, Natuza conversa com Hussein Ali Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Kalout, que também é pesquisador da Universidade Harvard, analisa o acordo anunciado por Trump – e os significados de o texto ter sido assinado com outros líderes árabes, sem a presença de Netanyahu e do Hamas. Ele explica qual é o grande desafio para a reconstrução da Faixa de Gaza, onde itens básicos, como água e comida, são escassos para uma população devastada pela guerra.
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A saída antecipada de Barroso e o futuro do STFFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-13 03:17
Guest: Felipe Recondo, journalist and researcher of the STF's history. Announced on Thursday (9th), Minister Luís Roberto Barroso's early retirement paves the way for President Luiz Inácio Lula da Silva (PT) to make a new nomination to the Supreme Federal Court. Nominated by President Dilma Rousseff in 2013, Barroso would have been entitled to remain on the Supreme Court until 2033 – when he turns 75. In this episode, Natuza Nery talks with Felipe Recondo, a journalist who researches the history of the Supreme Court. Recondo revisits Barroso's profile, recalls the minister's positions in landmark trials, and points out what to expect from the Court from now on. He answers what are the chances of each of the most speculated names for Barroso's vacancy. Author of the books “The Eleven” and “The Tribune: How the Supreme Court united in the face of the authoritarian threat,” he analyzes the reasons that led Barroso to anticipate his retirement. And he assesses the change in the profile of the ministers appointed by Lula to the Supreme Court – today, 4 of the 11 ministers who went to the Court were appointed by the president: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin and Flávio Dino.
Original title: A saída antecipada de Barroso e o futuro do STF
Original description: Convidado: Felipe Recondo, jornalista e pesquisador da história do STF. nunciada na quinta-feira (9), a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso abre caminho para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal. Indicado pela presidente Dilma Rousseff em 2013, Barroso teria direito a ficar no Supremo até 2033 – quando completará 75 anos. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Felipe Recondo, jornalista que pesquisa a história do Supremo. Recondo retoma qual é o perfil de Barroso, relembra posicionamentos do ministro em julgamentos históricos e aponta o que esperar da Corte a partir de agora. Ele responde quais são as chances de cada um dos nomes mais especulados para a vaga de Barroso. Autor dos livros “Os Onze” e “O Tribuna: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária”, ele analisa os motivos que levaram Barroso a antecipar sua aposentadoria. E avalia a mudança de perfil dos ministros indicados por Lula ao Supremo – hoje, 4 dos 11 ministros que foram a Corte foram indicados pelo presidente: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
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O acordo entre Israel e o HamasFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-10 03:18
Convidados: João Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e assessor do Instituto Brasil Israel; e Tanguy Baghdadi, professor de Política Internacional e apresentador do podcast Petit Journal. Dois anos depois de os brutais ataques do Hamas matarem 1.200 pessoas no sul de Israel, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo entre o governo israelense e o grupo terrorista. Nesta quinta-feira, o Hamas declarou o fim da guerra e afirmou esperar um cessar-fogo permanente. Do lado israelense, ministros se reuniram e aprovaram o plano de paz. Como parte das negociações, os reféns israelenses sob poder do Hamas desde outubro de 2023 devem ser libertados entre segunda e terça-feira, segundo Trump. Em troca, Israel vai soltar prisioneiros palestinos. Dos dois lados, a expectativa é de que o atual acordo coloque fim a uma guerra que deixou mais de 60 mil palestinos mortos. Direto de Israel, João Miragaya conversa com Natuza Nery para relatar qual a reação da população após o anúncio de acordo entre o governo Netanyahu e o grupo terrorista Hamas. Mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e assessor do Instituto Brasil-Israel, Miragaya explica detalhes do cessar-fogo anunciado por Donald Trump, fala de como a libertação dos reféns envolve uma "logística muito complicada" e analisa como pode ser o futuro governo de Gaza. Depois, Natuza recebe Tanguy Baghdadi para explicar por que Trump apresentou um plano de acordo factível neste momento, após dois anos de guerra. Professor de Política Internacional e apresentador do podcast Petit Journal, Tanguy explica como um ataque no Catar, em setembro, mudou os rumos da situação da guerra em Gaza. E responde se o atual acordo representa uma perspectiva de paz duradoura para a região.
Original title: O acordo entre Israel e Hamas
Original description: Convidados: João Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e assessor do Instituto Brasil Israel; e Tanguy Baghdadi, professor de Política Internacional e apresentador do podcast Petit Journal. Dois anos depois de os brutais ataques do Hamas matarem 1.200 pessoas no sul de Israel, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo entre o governo israelense e o grupo terrorista. Nesta quinta-feira, o Hamas declarou o fim da guerra e afirmou esperar um cessar-fogo permanente. Do lado israelense, ministros se reuniram e aprovaram o plano de paz. Como parte das negociações, os reféns israelenses sob poder do Hamas desde outubro de 2023 devem ser libertados entre segunda e terça-feira, segundo Trump. Em troca, Israel vai soltar prisioneiros palestinos. Dos dois lados, a expectativa é de que o atual acordo coloque fim a uma guerra que deixou mais de 60 mil palestinos mortos. Direto de Israel, João Miragaya conversa com Natuza Nery para relatar qual a reação da população após o anúncio de acordo entre o governo Netanyahu e o grupo terrorista Hamas. Mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e assessor do Instituto Brasil-Israel, Miragaya explica detalhes do cessar-fogo anunciado por Donald Trump, fala de como a libertação dos reféns envolve uma "logística muito complicada" e analisa como pode ser o futuro governo de Gaza. Depois, Natuza recebe Tanguy Baghdadi para explicar por que Trump apresentou um plano de acordo factível neste momento, após dois anos de guerra. Professor de Política Internacional e apresentador do podcast Petit Journal, Tanguy explica como um ataque no Catar, em setembro, mudou os rumos da situação da guerra em Gaza. E responde se o atual acordo representa uma perspectiva de paz duradoura para a região.
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Lula's breath in the polls.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-09 03:16
Guest: Felipe Nunes, political scientist, professor at FGV-SP, and director of Quaest. From January, opinion polls indicated a downward trend in the president's approval. In Quaest's timeline of collected samples, the percentage of the population disapproving of Lula's administration exceeded the approval rate by 17 percentage points in May. A few months later, the scenario completely changed. In the Quaest survey published this Wednesday (8th), Lula's evaluation is in a technical tie for the first time in ten months. It is the continuation of a movement that gained traction with the discourse of national sovereignty, in the face of threats and tariffs imposed by Donald Trump, and strengthened with recent government victories in Congress, such as the approval of income tax exemption for those earning up to R$ 5,000. In this episode, political scientist Felipe Nunes, director of Quaest and professor at FGV-SP, analyzes the survey data and movements in Brasília's tectonic plates. In conversation with Natuza Nery, he explains Lula's recovery among specific groups – those earning more than 5 minimum wages, women, and voters in the Northeast – and points out the biggest challenges the Workers' Party member must face to be re-elected.
Original title: O fôlego de Lula nas pesquisas
Original description: Convidado: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest. A partir de janeiro, as pesquisas de opinião apontaram rota de queda na aprovação do presidente. Na linha do tempo das amostras coletadas pela Quaest, o percentual da população que desaprova a gestão de Lula chegou a superar o índice de aprovação em 17 pontos percentuais, em maio. Poucos meses depois, o cenário mudou completamente. Na pesquisa Quaest publicada nesta quarta-feira (8), pela primeira vez em dez meses a avaliação de Lula está em empate técnico. É a continuidade de um movimento que tomou tração com o discurso da soberania nacional, diante das ameaças e do tarifaço imposto por Donald Trump, e que se fortaleceu com as recentes vitórias do governo no Congresso, a exemplo da aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. Neste episódio, quem analisa os dados da pesquisa e as movimentações nas placas tectônicas de Brasília é o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV-SP. Em conversa com Natuza Nery, ele explica a recuperação de Lula entre grupos específicos – quem ganha mais de 5 salários-mínimos, mulheres e eleitores do Nordeste – e aponta os maiores desafios que o petista deve enfrentar para se reeleger.
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Coffee as political asset.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-08 03:17
Convidados: Milena Serafim, Unicamp professor, Marcos Matos, Cecafé director. Café: poder, influência nacional. Século 19: economia transformada. República: "café com leite". Trump: política, diplomacia. Lula, Trump: produtos brasileiros, café brasileiro. Marcos Matos: importância, preço EUA. Realocação, Colômbia, México. Milena Serafim: cartão de visita, trunfo negociações.
Original title: O café como ativo político
Original description: Convidados: Milena Serafim, professora da Unicamp, e Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé. Presente no dia a dia do brasileiro, o café também ajuda a entender a história de poder e influência no país. No século 19, o café transformou nossa economia. Anos após a Proclamação da República, o Brasil viveu a política do “café com leite”, quando políticos de São Paulo e de Minas Gerais se intercalavam no poder. Em tempos de tarifaço de Donald Trump, o café voltou a ser instrumento de política e diplomacia. Na conversa com o presidente Lula, Trump afirmou estar sentindo falta de produtos brasileiros e, segundo informações da BBC News Brasil, citou diretamente o café brasileiro. Quem explica a importância do café para os americanos, e como o aumento do preço foi sentido pelo consumidor dos EUA, é Marcos Matos, diretor-geral do CeCafé. Em conversa com Victor Boyadjian, Marcos fala sobre a realocação do produto brasileiro em outros países e dá detalhes do aumento das exportações de café para países como Colômbia e México. Antes, a conversa é com Milena Serafim, professora de administração pública da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp. Ela relembra como o grão se tornou um cartão de visita do Brasil, mesmo não sendo um produto essencial para a sobrevivência. E responde por que o café brasileiro é um trunfo importante nas negociações entre Estados Unidos e Brasil.
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The connection between Lula and TrumpFrom 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-07 03:17
Guests: Ricardo Abreu, TV Globo reporter, and Leonardo Trevisan, ESPM International Relations professor. Almost 30 minutes of conversation between Presidents Lula and Donald Trump this Monday morning. Weeks after the “chemistry” between the two at the UN meeting in New York, the presidents of Brazil and the US participated in a video conference call. Lula asked Trump to drop tariffs against products and lift sanctions on Brazilian authorities. For the Minister of Finance, Fernando Haddad, the conversation was positive. The Vice-President, Geraldo Alckmin, said he was optimistic about the end of tariffs. On the other side, reactions were also favorable. On a social network, Trump himself said that the conversation was very good, focused on economy and trade — and promised that meetings should happen "in the not too distant future". In conversation with Victor Boyadjian in this episode, TV Globo reporter Ricardo Abreu reports on the preparations for the conversation between Lula and Trump and what should happen from now on. "It's as if [...] once this face-to-face conversation is scheduled, the game resets,” he says. Ricardo reveals the reactions within Itamaraty after the meeting and the expectation for new negotiations between the two presidents. Later, Victor speaks with Leonardo Trevisan, professor of International Relations at ESPM. He explains what has changed in recent months since Trump imposed tariffs on Brazilian products. And he assesses what Marco Rubio's role will be in future negotiations. US Secretary of State, Trump has publicly advocated sanctions against governments aligned with the left. "Diplomacy is betting that now, with Trump's order, Rubio's stance may change," he says.
Original title: A ligação entre Lula e Trump
Original description: Convidados: Ricardo Abreu, repórter da TV Globo, e Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM. Foram quase 30 minutos de conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump na manhã desta segunda-feira. Semanas depois da “química” entre os dois na reunião da ONU em Nova York, os presidentes do Brasil e dos EUA participaram de uma chamada por videoconferência. Lula pediu que Trump derrube o tarifaço contra produtos e retire as sanções a autoridades do Brasil. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a conversa foi positiva. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, se disse otimista com o fim do tarifaço. Do lado de lá, as reações também foram favoráveis. Em uma rede social, o próprio Trump disse que a conversa foi muito boa, focada em economia e comércio — e prometeu que encontros devem acontecer "em um futuro não muito distante". Em conversa com Victor Boyadjian neste episódio, o repórter da TV Globo Ricardo Abreu relata como foram as preparações para a conversa entre Lula e Trump e o que deve acontecer a partir de agora. "É como se [...] uma vez marcada essa conversa presencial, o jogo zerasse”, diz. Ricardo revela as reações dentro do Itamaraty após o encontro a expectativa para novas tratativas entre os dois presidentes. Depois, Victor fala com Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM. Ele explica o que mudou nos últimos meses desde que Trump impôs o tarifaço sobre produtos brasileiros. E avalia qual será o papel de Marco Rubio nas negociações futuras. Secretário de Estado dos EUA, Trump já defendeu publicamente sanções a governos alinhados à esquerda. "A diplomacia está apostando que agora, com a ordem de Trump, a postura de Rubio possa mudar”, afirma.
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O mercado negro de bebidas no Brasil.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-06 03:17
Guests: José Eduardo Cidade, president of the Brazilian Association of Distilled Beverages (ABBD), and Nívio Nascimento, researcher at the Public Security Forum. The recent wave of methanol poisoning has shed light on an old problem: the illegal beverage market. About 1/3 of the beverage market is dominated by illegal products, according to estimates by industry associations. A lucrative market that grows in the shadow of inspection, causing losses in tax collection and putting consumers' lives at risk. To understand the size of the problem, Natuza Nery talks with José Eduardo Cidade, president of the Brazilian Association of Distilled Beverages (ABBD). He explains how the illegal production chain works, why distilled beverages are more counterfeited than fermented ones (beer and wine), and what needs to be done to end this parallel market, which harms legal manufacturers and consumers. Later, Natuza talks with Nívio Nascimento, International Relations advisor at the Brazilian Public Security Forum. He recalls at what point organized crime began to see the illegal beverage market as a lucrative sector and measures that can be adopted to combat this type of crime.
Original title: O mercado de bebidas ilegais no Brasil
Original description: Convidados: José Eduardo Cidade, presidente da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), e Nívio Nascimento, pesquisador do Fórum de Segurança Pública. A recente onda de intoxicação por metanol jogou luz em um problema antigo: o mercado ilegal de bebidas. Cerca de 1/3 do mercado de bebidas é dominado por produtos ilegais, segundo estimativas de associações do setor. Um mercado lucrativo e que cresce à sombra da fiscalização, causando prejuízos na arrecadação de impostos e colocando a vida de consumidores em risco. Para entender o tamanho do problema, Natuza Nery conversa com José Eduardo Cidade, presidente da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD). É ele quem explica como funciona a cadeia de produção ilegal, por que as bebidas destiladas são mais falsificadas do que as fermentadas (cerveja e vinho) e o que é preciso fazer para acabar com este mercado paralelo, que prejudica fabricantes legais e consumidores. Depois, Natuza conversa com Nívio Nascimento, assessor de Relações Internacionais do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ele relembra em que momento o crime organizado passou a ver no mercado ilegal de bebidas um setor lucrativo e medidas que podem ser adotadas para combater esse tipo de crime.
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Carteira de motorista sem autoescola.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-03 03:18
Guests: Paulo Cesar Marques da Silva, PhD in Transport Studies from the University of London; and David Duarte Lima, PhD in traffic safety from the Free University of Brussels. 127 million vehicles. This is the number of the Brazilian fleet, according to calculations by the Ministry of Transport. Part of this fleet is in the hands of 20 million Brazilians who do not have a driver's license. The National Traffic Secretariat says that 50.4% of motorcycle owners are not licensed – about 16.5 million drivers. The country recorded 34,800 traffic deaths in 2023, according to data from the Atlas of Violence, released in May by the Institute for Applied Economic Research (Ipea) and the Brazilian Forum for Public Security (FBSP). We are the third country in the ranking of traffic deaths, behind only China and India. It is in this context that President Lula gave the go-ahead to end the mandatory driving school requirement for obtaining a National Driver's License. A public consultation on the topic was opened on Thursday (2) to discuss the topic. The government argues that the high cost of obtaining a CNH – between R$ 3,000 and R$ 4,000 – has led millions of Brazilians to drive without a driver's license. To explain the pros and cons of this idea, Natuza Nery talks to two traffic experts. First, she listens to Paulo Cesar Marques da Silva, PhD in Transport Studies from the University of London and professor at UnB. He is the one who points out the positive points of ending the mandatory driving schools in the country. "What has been observed is an escape from the qualification process," says Paulo, who has worked as a traffic engineer for the City of Salvador and the Traffic Engineering Company of Rio de Janeiro. Afterwards, David Duarte Lima, PhD in traffic safety from the Free University of Brussels, speaks. He presents the arguments against ending driving schools. For him, ending the mandatory requirement "may take away from the candidate for qualification the possibility of acquiring knowledge in a more concrete, solid and structured way."
Original title: Carteira de motorista sem autoescola
Original description: Convidados: Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres; e David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas. 127 milhões de veículos. Este é o número da frota brasileira, segundo cálculos do Ministério dos Transportes. Parte desta frota está nas mãos de 20 milhões de brasileiros que não têm carteira de habilitação. A Secretaria Nacional de Trânsito diz que 50,4% dos donos de moto não estão habilitados – cerca de 16,5 milhões de motoristas. O país registrou 34,8 mil mortes no trânsito em 2023, segundo dados do Atlas da Violência, divulgado em maio pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Somos o terceiro país no ranking de mortes no trânsito, atrás apenas da China e da Índia. É neste contexto que o presidente Lula deu aval para o fim da obrigatoriedade de autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilitação. Uma consulta pública sobre o tema foi aberta na quinta-feira (2) para discutir o tema. O governo alega que o custo elevado para tirar a CNH – entre R$ 3 mil e R$ 4 mil – tem levado milhões de brasileiros a dirigir sem carteira de motorista. Para explicar os prós e os contras dessa ideia, Natuza Nery conversa com dois especialistas em trânsito. Primeiro, ela ouve Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres e professor da UnB. É ele quem aponta os pontos positivos do fim da obrigatoriedade de autoescolas no país. “O que tem sido observado é uma fuga do processo de habilitação”, diz Paulo, que já trabalhou como engenheiro de tráfego da Prefeitura de Salvador e na Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro. Depois, quem fala é David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas. Ele expõe os argumentos contra o fim das autoescolas. Para ele, o fim da obrigatoriedade "pode tirar do candidato à habilitação a possibilidade de adquirir conhecimentos de forma mais concreta, sólida e estruturada”.
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Imposto de renda: fim para quem ganha até R$ 5 mil.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-02 03:13
Guests: Valdo Cruz, GloboNews commentator, and Thatiane Piscitelli, FGV-SP Tax Law professor. Deputies unanimously approved the bill exempting income tax for those earning up to R$5,000 per month. There were 493 votes in favor on Wednesday night. Now, the text goes to the Senate. According to government calculations, 10 million taxpayers should benefit. The government's proposal was sent to the Chamber in March to correct distortions in the income tax table – created to tax more those who earn more, the table has not been fully corrected since 1996. To compensate for the exemption, the government proposed taxation with a progressive rate of up to 10% on income above R$600,000 per year - workers who have salary as their only source of income will not be affected, as the tax discount is done automatically on the paycheck. To explain how this imbalance arose in the income tax table, Natuza Nery talks to Tathiane Piscitelli, doctor in tax law from USP and professor of Tax Law at FGV-SP. She discusses what tax justice means in Brazil. Valdo Cruz, GloboNews commentator, also participates. Previously, Valdo Cruz, GloboNews commentator, analyzes the text that went to a vote after months of negotiations. He also explains which proposals were presented by deputies, especially in relation to so-called compensations.
Original title: IR: o fim do imposto para quem ganha até R$ 5 mil
Original description: Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews, e Thatiane Piscitelli, professora de Direito Tributário da FGV-SP. Por unanimidade, os deputados aprovaram o projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. Foram 493 votos a favor em votação na noite da quarta-feira. Agora, o texto vai ao Senado. Pelos cálculos do governo, 10 milhões de contribuintes devem ser beneficiados. A proposta do governo foi enviada à Câmara em março para corrigir distorções na tabela do IR – criada para tributar mais quem ganha mais, a tabela não é corrigida integralmente desde 1996. Para compensar a isenção, o governo propôs a tributação com uma alíquota progressiva de até 10% de rendimentos acima de R$ 600 mil por ano - trabalhadores que têm o salário como única fonte de renda não serão afetados, já que o desconto do imposto é feito automaticamente no contracheque. Para explicar como surgiu esse desbalanço na tabela do IR, Natuza Nery conversa com Tathiane Piscitelli, doutora em direito tributário pela USP e professora de Direito Tributário da FGV-SP. Ela discute o que significa justiça tributária no Brasil. Participa também Valdo Cruz, comentarista da GloboNews. Antes, Valdo Cruz, comentarista da GloboNews, analisa o texto que foi à votação depois de meses de negociações. Ele explica também quais propostas foram apresentadas por deputados, especialmente em relação às chamadas compensações.
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Ola de envenenamientos por metanol.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-10-01 03:17
Guest: Carlos Henrique Dias, TV Globo producer. More than 20 cases of methanol poisoning in contaminated drinks are under investigation in São Paulo. By Tuesday night (30th), five deaths had been confirmed. Striking numbers: the Federal Police opened an investigation to see if other states received counterfeit batches of contaminated drinks. Methanol is a highly flammable, toxic and difficult to identify substance. Odorless, the substance causes abdominal pain, nausea, vomiting, headache, tachycardia, seizures and blurred vision. In this episode, Natuza Nery talks to journalist Carlos Henrique Dias, from TV Globo in São Paulo. He reports how the first suspicions of poisoning arose early last week, on September 22nd. Carlos explains how the investigations began, what poisoning victims said and how the alert first sounded in São Paulo hospitals. The journalist explains in detail what the Federal and Civil police investigations indicate and why the investigated cases deviate from the usual pattern of methanol poisoning in the country.
Original title: A onda de intoxicações por metanol
Original description: Convidado: Carlos Henrique Dias, produtor da TV Globo. Mais de 20 casos de intoxicação por metanol em bebidas contaminadas estão em investigação em São Paulo. Até a noite da terça-feira (30), cinco mortes haviam sido confirmadas. Números que chamam a atenção: a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar se outros estados receberam lotes falsificados de bebidas contaminadas. O metanol é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. Sem cheiro, a substância causa dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia, convulsões e visão turva. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Carlos Henrique Dias, da TV Globo em São Paulo. É ele quem relata como as primeiras suspeitas de intoxicação surgiram no início da semana passada, no dia 22 de setembro. Carlos explica como as investigações começaram, o que disseram vítimas da intoxicação e como o alerta primeiro soou em hospitais de São Paulo. O jornalista explica em detalhes o que as investigações das polícias Federal e Civil apontam e por que os casos investigados fogem do padrão usual de intoxicação por metanol no país.
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A ameaça de drones no espaço aéreo europeu.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-09-30 03:18
Convidado: Feliciano de Sá Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP. Em 8 de setembro, a Polônia relatou que drones sobrevoaram o país sem autorização. Desde então, Romênia, Estônia e Dinamarca registraram invasão aérea de seus territórios. Todos estes países integram a Otan. Governos europeus apontam todos os dedos para Moscou: afirmam que se trata de uma ofensiva russa e que há um padrão de intimidação. O Kremlin nega. Em discurso na Assembleia Geral da ONU no fim de semana, o chanceler russo Sergei Lavrov fez acusações contra a Ucrânia, negou que Moscou esteja planejando um ataque contra a Europa e ameaçou quem agredir a Rússia. Para analisar a possibilidade de os drones serem russos e as consequências da reação preliminar da Otan, Natuza Nery conversa com Feliciano de Sá Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP. Ele avalia a hipótese de que a Rússia esteja testando as defesas antiaéreas e o monitoramento dos países que integram a aliança militar que prevê que, caso um de seus membros sejam atacados, o bloco deve se defender.
Original title: A ameaça de drones no espaço aéreo europeu
Original description: Convidado: Feliciano de Sá Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP. Em 8 de setembro, a Polônia relatou que drones sobrevoaram o país sem autorização. Desde então, Romênia, Estônia e Dinamarca registraram invasão aérea de seus territórios. Todos estes países integram a Otan. Governos europeus apontam todos os dedos para Moscou: afirmam que se trata de uma ofensiva russa e que há um padrão de intimidação. O Kremlin nega. Em discurso na Assembleia Geral da ONU no fim de semana, o chanceler russo Sergei Lavrov fez acusações contra a Ucrânia, negou que Moscou esteja planejando um ataque contra a Europa e ameaçou quem agredir a Rússia. Para analisar a possibilidade de os drones serem russos e as consequências da reação preliminar da Otan, Natuza Nery conversa com Feliciano de Sá Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP. Ele avalia a hipótese de que a Rússia esteja testando as defesas antiaéreas e o monitoramento dos países que integram a aliança militar que prevê que, caso um de seus membros sejam atacados, o bloco deve se defender.
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Freedom of speech in the USA and Brazil.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-09-29 03:17
Escrita em 1791, a Primeira Emenda da Constituição americana garante cinco liberdades: religião, expressão, imprensa, reunião e petição. Liberdade de expressão ganha volume após decisões de Trump e casos como a suspensão de Jimmy Kimmel. Natuza Nery e Thiago Amparo explicam a Primeira Emenda e a liberdade de expressão. Thiago compara liberdade de expressão nos EUA e no Brasil, analisando medidas de Trump para cercear a imprensa e impedir protestos.
Original title: Liberdade de expressão nos EUA e no Brasil
Original description: Escrita em 1791, a Primeira Emenda da Constituição americana tem como base garantir cinco liberdades fundamentais: a de religião, de expressão e de imprensa, além do livre direito de reunião e de petição dos cidadãos americanos. Mais de dois séculos depois, a discussão sobre liberdade de expressão ganha volume, na esteira de decisões tomadas pelo governo de Donald Trump e em casos de grande repercussão, como a suspensão do programa do apresentador Jimmy Kimmel. Para explicar o que é a Primeira Emenda e o que, na prática, ela estabelece sobre liberdade de expressão, Natuza Nery conversa com o advogado Thiago Amparo. Doutor pela Central European University, Thiago é professor de Direito Internacional da FGV-SP. Thiago compara o conceito de liberdade de expressão nos EUA e no Brasil à luz das diferenças entre as constituições dos dois países. E analisa as medidas e os argumentos usados pelo governo Trump para cercear a liberdade de imprensa ao exigir a aprovação de reportagens sobre o Pentágono e, também, para impedir protestos.
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O reconhecimento do Estado Palestino.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-09-26 03:16
Convidado: Guga Chacra, comentarista da TV Globo, da GloboNews e colunista do jornal O Globo. Sem visto para entrar nos EUA, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou por videoconferência na Assembleia Geral da ONU. Em uma fala que durou quase 20 minutos, Abbas condenou os ataques do Hamas de 7 de outubro, afirmou que o grupo terrorista não terá papel em um futuro governo e agradeceu aos mais de 140 países, incluindo aliados históricos dos EUA, que reconhecem o Estado Palestino – entre eles a França e o Reino Unido, que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas e anunciaram apoio nesta semana. O discurso de Abbas foi feito um dia antes de o premiê de Israel falar na ONU. Benjamin Netanyahu é esperado nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral. O primeiro-ministro israelense, aliado de Donald Trump, já afirmou categoricamente que “não haverá um Estado Palestino”. Em conversa com Natuza Nery neste episódio, Guga Chacra analisa o que disse Abbas e projeta o que esperar da fala de Netanyahu na ONU – e da reação da comunidade interacional. O comentarista da Globo e da GloboNews avalia que Netanyahu chega “poderoso e, ao mesmo tempo, isolado pela comunidade internacional”. Guest: Guga Chacra, commentator for TV Globo, GloboNews and columnist for the newspaper O Globo. Without a visa to enter the US, the President of the Palestinian Authority, Mahmoud Abbas, spoke by videoconference at the UN General Assembly. In a speech that lasted almost 20 minutes, Abbas condemned the Hamas attacks of October 7, stated that the terrorist group will have no role in a future government and thanked the more than 140 countries, including historical allies of the US, that recognize the Palestinian State – among them France and the United Kingdom, which are members of the United Nations Security Council and announced their support this week. Abbas' speech was made one day before the Israeli Prime Minister speaks at the UN. Benjamin Netanyahu is expected this Friday (26th) at the General Assembly. The Israeli Prime Minister, an ally of Donald Trump, has already stated categorically that "there will be no Palestinian State". In a conversation with Natuza Nery in this episode, Guga Chacra analyzes what Abbas said and projects what to expect from Netanyahu's speech at the UN – and from the reaction of the international community. The Globo and GloboNews commentator assesses that Netanyahu arrives "powerful and, at the same time, isolated by the international community".
Original title: O reconhecimento do Estado Palestino
Original description: Convidado: Guga Chacra, comentarista da TV Globo, da GloboNews e colunista do jornal O Globo. Sem visto para entrar nos EUA, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou por videoconferência na Assembleia Geral da ONU. Em uma fala que durou quase 20 minutos, Abbas condenou os ataques do Hamas de 7 de outubro, afirmou que o grupo terrorista não terá papel em um futuro governo e agradeceu aos mais de 140 países, incluindo aliados históricos dos EUA, que reconhecem o Estado Palestino – entre eles a França e o Reino Unido, que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas e anunciaram apoio nesta semana. O discurso de Abbas foi feito um dia antes de o premiê de Israel falar na ONU. Benjamin Netanyahu é esperado nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral. O primeiro-ministro israelense, aliado de Donald Trump, já afirmou categoricamente que “não haverá um Estado Palestino”. Em conversa com Natuza Nery neste episódio, Guga Chacra analisa o que disse Abbas e projeta o que esperar da fala de Netanyahu na ONU – e da reação da comunidade interacional. O comentarista da Globo e da GloboNews avalia que Netanyahu chega “poderoso e, ao mesmo tempo, isolado pela comunidade internacional”.
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Trump, paracetamol, and autism.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-09-25 03:16
Guests: Laura Marise, researcher and creator of ‘Never Saw 1 Scientist’, and Romulo Negrini, vice-president of Febrasgo's childbirth commission and obstetrics coordinator at Hospital Albert Einstein. This Wednesday (24th), the World Health Organization (WHO) stated that there is no conclusive scientific evidence linking paracetamol use during pregnancy to autism. The statement was made after, earlier in the week, Donald Trump linked Tylenol use to autism. The association was made by the US president in a statement alongside Robert Kennedy Jr, Secretary of Health known for being an anti-vaccine voice and for spreading conspiracy theories. The trade name of paracetamol, Tylenol is one of the most used medicines in the world for pain and fever. Recognized as safe for pregnant women, it is an alternative to ibuprofen, a medicine not recommended for use during pregnancy. In this episode, Natuza Nery talks to pharmacist Laura Marise to answer what studies say about paracetamol use and about autism spectrum disorder. With a PhD in biosciences and biotechnology from Unesp, Laura is one of the creators of the scientific dissemination project “Never Saw 1 Scientist”. She warns of the danger of spreading information without scientific proof and answers what research reveals about the increase in autism diagnoses worldwide. Afterwards, Natuza receives doctor Romulo Negrini. Vice-president of the childbirth commission of Febrasgo (Brazilian Federation of Gynecology and Obstetrics Associations) and medical coordinator of Obstetrics at Hospital Albert Einstein, he warns about the need for each woman to seek medical advice during pregnancy. And he reinforces that paracetamol use is recognized as safe for pregnant women, when used under medical guidance.
Original title: Trump, paracetamol e autismo
Original description: Convidados: Laura Marise, pesquisadora e criadora do ‘Nunca vi 1 Cientista’, e Romulo Negrini, vice-presidente da comissão de parto da Febrasgo e coordenador de obstetrícia do Hospital Albert Einstein. Nesta quarta-feira (24), a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não há evidências científicas conclusivas que liguem o uso de paracetamol durante a gravidez ao autismo. A declaração foi feita após, no início da semana, Donald Trump relacionar o uso de Tylenol ao autismo. A associação foi feita pelo presidente dos EUA em um pronunciamento ao lado de Robert Kennedy Jr, secretário de Saúde conhecido por ser uma voz antivacina e por propagar teorias conspiratórias. Nome comercial do paracetamol, o Tylenol é um dos remédios mais usados do mundo para dor e febre. Reconhecido como seguro para mulheres grávidas, ele é alternativa para o ibuprofeno, medicamento não recomendado para uso durante a gravidez. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a farmacêutica Laura Marise para responder o que os estudos dizem sobre o uso de paracetamol e sobre o transtorno do espectro autista. Doutora em biociências e biotecnologia pela Unesp, Laura é uma das criadoras do projeto de divulgação científica “Nunca vi 1 cientista”. Ela atenta para o perigo de espalhar informações sem comprovação científica e responde o que as pesquisas revelam sobre o aumento do diagnóstico de autismo no mundo. Depois, Natuza recebe o médico Romulo Negrini. Vice-presidente da comissão de parto da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e coordenador médico de Obstetrícia do Hospital Albert Einstein, ele alerta sobre a necessidade de cada mulher procurar orientação médica durante a gravidez. E reforça que o uso do paracetamol é reconhecido como seguro para gestantes, quando usado sob orientação médica.
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A química entre Trump e Lula.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-09-24 03:16
Guest: Guilherme Casarões, political scientist and professor at Florida International University. As is tradition, the Brazilian president gave the opening speech at the UN General Assembly. For 18 minutes, Lula defended national sovereignty, highlighted the importance of the environmental agenda and international organizations, mentioned the defense of democracy in Brazil, and defended the independence of a Palestinian state. Immediately after Lula, it was Donald Trump's turn. In his longest speech at the UN, Trump spoke for more than 50 minutes. And what was seen was a complete antagonism to Lula: criticism of the UN and attacks on immigrants. The US president classified climate change as "a hoax" and defended his tariffs. Until, surprisingly, Trump reported a brief meeting with Lula behind the scenes, saying he had "excellent chemistry" with the Brazilian. The US president stated that he should hold a meeting with Lula next week – a meeting still without details and viewed with caution by Brazilian diplomacy. To explain the antagonisms of Trump and Lula's speeches and what an approximation between the two might mean, Natuza Nery talks with Guilherme Casarões, political scientist and professor at Florida International University. Casarões classifies the divergences between them and points out the prospects for negotiation between the US and Brazil after months of deterioration in relations between the countries.
Original title: A química entre Trump e Lula
Original description: Convidado: Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University. Como é tradição, o presidente brasileiro fez o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Por 18 minutos, Lula defendeu a soberania nacional, destacou a importância da pauta ambiental e de organismos internacionais, mencionou a defesa da democracia no Brasil e defendeu a independência de um Estado palestino. Logo após Lula, foi a vez de Donald Trump. Em seu mais longo discurso na ONU, Trump falou por mais de 50 minutos. E o que se viu foi um completo antagonismo a Lula: críticas à ONU e ataques a imigrantes. O presidente dos EUA classificou as mudanças climáticas como “uma farsa” e defendeu seu tarifaço. Até que, surpreendentemente, Trump relatou um breve encontro com Lula nos bastidores, dizendo ter tido "uma química excelente" com o brasileiro. O presidente dos EUA afirmou que deve fazer uma reunião com Lula na semana que vem – encontro ainda sem detalhes e visto com cautela pela diplomacia brasileira. Para explicar os antagonismos dos discursos de Trump e Lula e o que pode significar uma aproximação entre os dois, Natuza Nery conversa com Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University. Casarões classifica as divergências entre eles e aponta quais as perspectivas de negociação entre EUA e Brasil depois de meses de deterioração nas relações entre os países.
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Ação e reação: os protestos e seus efeitos políticos.From 🇧🇷 O Assunto, published at 2025-09-23 03:16
Convidado: Thomas Traumann, jornalista e comentarista da GloboNews. No dia seguinte às manifestações pelo país contra a PEC da Blindagem e contra a anistia, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a hora é de “tirar da frente pautas tóxicas”. Na semana passada, foi Motta quem pautou a PEC e a urgência do projeto para anistiar os golpistas do 8 de janeiro de 2023. Em conversa com Natuza Nery, o jornalista Thomas Traumann avalia o tamanho dos protestos realizados em todas as capitais do país no último domingo (21). Thomas explica como os atos simbolizam uma mudança na capacidade de mobilização de grupos ligados à esquerda, depois de parte da direita priorizar os interesses da família Bolsonaro. Thomas fala também sobre como as sanções anunciadas pelos EUA contra autoridades brasileiras colocam mais um elemento de tensão política no ar. “Isso foi feito de forma mesquinha, para criar constrangimento para o presidente Lula”, diz, ao citar o discurso do presidente brasileiro desta terça-feira (23) na Assembleia Geral da ONU.
Original title: Ação e reação: os protestos e seus efeitos políticos
Original description: Convidado: Thomas Traumann, jornalista e comentarista da GloboNews. No dia seguinte às manifestações pelo país contra a PEC da Blindagem e contra a anistia, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a hora é de “tirar da frente pautas tóxicas”. Na semana passada, foi Motta quem pautou a PEC e a urgência do projeto para anistiar os golpistas do 8 de janeiro de 2023. Em conversa com Natuza Nery, o jornalista Thomas Traumann avalia o tamanho dos protestos realizados em todas as capitais do país no último domingo (21). Thomas explica como os atos simbolizam uma mudança na capacidade de mobilização de grupos ligados à esquerda, depois de parte da direita priorizar os interesses da família Bolsonaro. Thomas fala também sobre como as sanções anunciadas pelos EUA contra autoridades brasileiras colocam mais um elemento de tensão política no ar. “Isso foi feito de forma mesquinha, para criar constrangimento para o presidente Lula”, diz, ao citar o discurso do presidente brasileiro desta terça-feira (23) na Assembleia Geral da ONU.